Polícia

Bombeiros resgatam filhote após seis horas em poço de 18 metros em Igaratinga

Um filhote de cachorro de aproximadamente dois meses foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros após cair em um poço artesiano de cerca de 18 metros de profundidade, na zona rural de Igaratinga, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A operação ocorreu no dia 27 de agosto e mobilizou militares durante aproximadamente seis horas.

O poço estava sem água e tinha apenas cerca de 30 centímetros de diâmetro. As características da estrutura impediam que os bombeiros entrassem diretamente no local para alcançar o animal, o que exigiu a utilização de outras técnicas durante o salvamento.

A ocorrência foi atendida pela 3ª Ala Operacional da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Pará de Minas. Para conseguir localizar o filhote dentro do poço, os militares utilizaram uma câmera acoplada a uma retinida, permitindo acompanhar a posição do animal durante a operação.

As imagens mostraram que o cachorro estava escondido em um pequeno buraco lateral localizado no fundo do poço. A posição dificultava ainda mais a retirada, já que o animal precisava deixar o espaço antes que os bombeiros conseguissem realizar a captura.

Inicialmente, a equipe tentou atrair o filhote utilizando alimentos, mas a estratégia não apresentou resultado. Diante da dificuldade, os militares buscaram uma alternativa com auxílio dos responsáveis pelo cachorro.

A família forneceu um pano com o cheiro da mãe do filhote. O material foi levado até o fundo do poço na tentativa de fazer com que o animal deixasse o pequeno buraco onde estava escondido e se aproximasse do ponto escolhido para a retirada.

A estratégia funcionou e o filhote saiu do esconderijo. Os bombeiros então utilizaram uma rede de gol de futebol, adaptada durante a ocorrência, para envolver o cachorro e permitir que ele fosse içado até a superfície.

Após cerca de seis horas de operação, o animal foi retirado do poço em segurança. O filhote foi entregue aos responsáveis após o encerramento do trabalho realizado pelos militares.

A ocorrência exigiu a adaptação dos equipamentos disponíveis às características do poço e à posição em que o animal estava. A combinação da câmera, do pano com o cheiro da mãe e da rede permitiu que os bombeiros concluíssem o resgate sem a necessidade de acesso direto ao interior da estrutura.

O filhote deixou o local após ser retirado do poço e ficou sob os cuidados dos responsáveis.

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