Empresário acusado de matar companheira e forjar acidente para ocultar crime vai a juri popular

O empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, irá a júri popular sob a acusação de matar a companheira, Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, e simular um acidente de trânsito para encobrir o ato. A decisão foi proferida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, e divulgada na tarde de segunda-feira (13). O réu, que teve a denúncia aceita em março de 2026, aguarda a definição da data do julgamento.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu em 14 de dezembro de 2025. O órgão aponta que o casal mantinha um relacionamento com histórico de agressões físicas e psicológicas. Na data do fato, após a vítima comunicar a intenção de encerrar o relacionamento, o empresário a asfixiou dentro de um apartamento no bairro Nova Suíça, na Região Oeste de Belo Horizonte.
Após a morte, o acusado colocou o corpo da vítima no banco do motorista de um automóvel e viajou no banco do passageiro de Belo Horizonte até a região de Divinópolis, com o objetivo de aparentar que ela dirigia o veículo. Após passar por uma praça de pedágio na rodovia MG-050, no município de Itaúna, ele provocou uma colisão contra um micro-ônibus para simular que o óbito havia sido causado pelo impacto do acidente.
A investigação da Polícia Civil utilizou imagens das câmeras de segurança da praça de pedágio para identificar a dinâmica do ocorrido. O empresário foi preso no dia seguinte ao crime, enquanto comparecia ao velório da vítima. A defesa do acusado informou que ele confessou a autoria da morte e a simulação do acidente.
O Ministério Público denunciou o empresário por homicídio qualificado como feminicídio, com as qualificadoras de violência doméstica e familiar, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de fraude processual por ter modificado a cena do ocorrido para interferir nas investigações.















