Polícia

Médico indiciado por estupro é denunciado por nova paciente em Belo Horizonte

Um médico já indiciado por estupro voltou a ser denunciado por abuso sexual após o relato de uma nova paciente, que afirma ter sido vítima durante atendimento em uma clínica de Belo Horizonte. A denúncia foi formalizada junto à Polícia Civil de Minas Gerais, que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do caso e verificar possível conexão com investigações anteriores envolvendo o mesmo profissional.

O médico investigado é Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, de 31 anos. Ele foi indiciado pelos crimes de estupro e violação sexual mediante fraude após denúncia registrada anteriormente por uma paciente atendida em uma clínica de exames de imagem no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul da capital mineira. No dia 11 de fevereiro, ele foi preso em flagrante, e a Justiça converteu a prisão em preventiva após a conclusão do inquérito policial.

No novo relato, a paciente afirma que sofreu abuso durante atendimento médico na capital mineira. O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, que conduz as investigações relacionadas a crimes dessa natureza. A identidade da vítima não foi divulgada oficialmente, em respeito ao sigilo do inquérito e à preservação da denunciante.

Com a nova denúncia, a Polícia Civil realiza diligências para verificar se há padrão de conduta e possível existência de outras vítimas. Entre as medidas adotadas estão a coleta de depoimentos, análise de documentos e demais elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais foi comunicado sobre as investigações e poderá instaurar procedimento administrativo para apuração ética. Dependendo do andamento do caso e das decisões judiciais, o profissional pode responder também na esfera disciplinar.

As autoridades reforçam que outras possíveis vítimas devem procurar uma delegacia para formalizar denúncia. A Polícia Civil destaca que a formalização do registro é essencial para a continuidade das investigações e eventual responsabilização criminal.

O caso segue sob investigação e ainda não há decisão judicial definitiva sobre as acusações.

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