Vereador Flávio Marra é acusado de agredir homem com garrafa em boate de Divinópolis

O vereador de Divinópolis, Flávio Marra, foi citado em uma ocorrência policial de lesão corporal após uma confusão registrada na boate Mandalla Rooftop, em Divinópolis. Segundo o boletim de ocorrência, um homem relatou ter sido agredido pelo parlamentar durante um desentendimento dentro do estabelecimento. O caso ganhou repercussão neste domingo (21), por envolver um agente público eleito.
De acordo com as informações registradas pela Polícia Militar, a confusão teria começado após o vereador acusar a vítima de estar consumindo sua bebida alcoólica. A situação evoluiu para uma discussão verbal e, conforme o relato apresentado pela vítima aos policiais, os ânimos se exaltaram. Ainda segundo a ocorrência, Flávio Marra teria se apoderado de uma garrafa de bebida alcoólica e utilizado o objeto para agredir o homem.
A vítima sofreu ferimentos que foram constatados visualmente pela equipe policial. O registro aponta um corte no dedo médio da mão esquerda e outro corte na face, do lado esquerdo. Após o episódio, o homem foi encaminhado para atendimento médico no Hospital Santa Mônica, onde foi avaliado, medicado e permaneceu sob observação em razão das lesões apresentadas.
Ainda conforme a ocorrência, a vítima manifestou interesse em adotar as medidas legais cabíveis contra o suposto autor. O caso foi registrado e encaminhado para as providências de Polícia Judiciária. A investigação deverá apurar a dinâmica do fato, ouvir os envolvidos, analisar eventuais imagens de câmeras de segurança e verificar outros elementos que possam esclarecer como a confusão começou e de que forma as lesões foram provocadas.
A Polícia Militar realizou rastreamento após o registro da ocorrência, mas o vereador citado não foi localizado naquele momento. O boletim também aponta que os fatos foram formalizados posteriormente para encaminhamento às autoridades competentes. A apuração deverá seguir os trâmites legais, com análise da versão da vítima, da versão do parlamentar e de possíveis testemunhas que estavam no local.
Procurado pela imprensa, Flávio Marra apresentou uma versão diferente dos fatos. Em manifestação enviada à reportagem e também publicada nas redes sociais, o vereador afirmou que a confusão teria começado após a vítima tentar beijar sua namorada à força. O parlamentar admitiu que houve troca de socos, reconheceu que errou ao se envolver na briga, mas negou que tenha usado garrafa ou faca durante o episódio.

VEJA A NOTA
” O cara tentou beijar minha namorada a força, e aí trocamos socos, eu errei não deveria ter feito isso, mais ele tbm errou. Eu reconheço meu erro 😔mais não teve nada de facadas ou garrafadas como estão dizendo. O que amigo dele disse foi porque ele estaria muito tonto, e que ele era um cara do bem mais seria culpa da cachaça.“
A versão do vereador diverge do relato registrado na ocorrência policial. Enquanto a vítima afirma ter sido atingida com uma garrafa, Flávio Marra sustenta que houve apenas agressões físicas durante a briga. A divergência entre as versões deverá ser analisada pelas autoridades responsáveis pela investigação, que poderão usar depoimentos, laudos, imagens e demais provas para esclarecer o que ocorreu dentro da boate.
Por envolver um vereador em exercício de mandato, o caso ganhou repercussão política imediata em Divinópolis. Flávio Marra é uma figura conhecida no cenário público local e atua na Câmara Municipal. Ainda assim, até que a apuração seja concluída, o caso deve ser tratado como uma ocorrência em investigação, com base nas informações registradas oficialmente e nas versões apresentadas pelos envolvidos.
O episódio também levanta discussão sobre a conduta esperada de representantes eleitos, especialmente quando fatos de natureza policial envolvem agentes públicos fora do ambiente institucional. A investigação deverá indicar se houve crime, qual foi a participação de cada envolvido e se outras medidas poderão ser adotadas no âmbito policial, judicial ou político.
O estabelecimento e eventuais testemunhas poderão ser chamados a contribuir com a apuração, caso as autoridades entendam necessário. Imagens de câmeras de segurança podem ser importantes para confirmar a movimentação no local, a sequência da discussão e a dinâmica da agressão relatada pela vítima.
O caso segue em apuração pelas autoridades competentes. Novas informações poderão ser divulgadas após o avanço das investigações, manifestação formal das partes envolvidas ou conclusão dos levantamentos realizados pela Polícia Civil.





















