CPI da Educação: Prefeito Gleidson Azevedo desrespeita empresário para tentar anular relatório de superfaturamento

Na noite de quinta-feira (01), o prefeito Gleidson Azevedo (PSC) e a vice-prefeita Janete Aparecida (PSC) divulgaram, em suas respectivas redes sociais, vídeos descredibilizando a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada na Câmara Municipal com o objetivo de apurar o suposto superfaturamento na compra de materiais escolares, que teria sido realizado no fim de 2021. Em ambos os vídeos, os chefes do executivo colocaram a legenda #cpimentirosa.
A vice-prefeita entregou à Delegacia de Estelionato um pedido de investigação sobre o relatório apresentado pela vereadora Lohanna França (PV), relatora da CPI. Ainda segundo a Prefeitura, houve fraude nos orçamentos apresentados, o que seria motivo para derrubar a CPI.
Contudo, a polêmica se dá por um caso de erro de digitação cometido por uma empresa de Divinópolis, quando esta foi solicitada pela Comissão a realizar orçamentos dos materiais comprados pela Prefeitura por preços acima dos praticados no mercado.
Entenda o caso
A empresa protocolou junto à Câmara um pedido de Atestado de Capacidade Técnica, onde retificava um dos preços anteriormente enviados à CPI. O objeto de estudo, que era um conjunto infantil de seis lugares, foi adquirido pela Prefeitura por R$4.490,00 através de uma adesão a ata feita pela Secretaria Municipal de Educação.
Em Divinópolis, a empresa enviou à CPI o orçamento de R$206,10 cada unidade do material. O valor correto do móvel é R$2.061,00, como consta no documento assinado pelo proprietário da empresa e enviado ao legislativo para devidas correções no relatório.
“Quem entregou esse orçamento de R$206,10 de um item comprado por R$4.490,00 fui eu. Foi um erro de digitação que eu cometi, não foi funcionário ou alguém qualquer. Inclusive encaminhei para a câmara pra que fosse retificado”, afirmou o empresário.
Sobre o vídeo, o comerciante foi compreensivo com a reação do Prefeito, mas discordou ao ser chamado de mentiroso. “Eu não vou voltar atrás em dizer que eu errei. Mas mentiroso é algo que eu nunca fui. Uma empresa de 32 anos reconhecida no cenário estadual não estaria sólida e de pé com mentiras”.
“Não vão descredibilizar o trabalho no grito”
O erro de digitação não compromete o trabalho da CPI da Educação. Mesmo com a correção do valor, que já será feita de forma imediata segundo o vereador Josafá Anderson (CDN), presidente da CPI, o valor do suposto superfaturamento continua alto. “Segundo o primeiro relatório, o montante ultrapassava R$8,5 milhões. Com essa correção de valor sobre um material que claramente foi erro de digitação, como assumido em documento, o superfaturamento ainda é superior a R$7 milhões. Não vão conseguir descredibilizar o trabalho da CPI no grito”, afirmou Josafá.
O vereador concluiu que toda a investigação feita pelos membros da CPI está disponível para análise da Delegacia de Estelionato. “É um arquivo público. A população também pode ter acesso. Não somos nós quem queremos esconder algo. Muito pelo contrário: queremos a resolução rápida. Mas não vão usar um erro de digitação de um único produto para jogar o trabalho de uma CPI no chão. Nada foi feito baseado em mentiras”, finaliza.
Fonte – Sistema MPA
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