Janete Aparecida e Fabiano Cazeca anunciam revitalização do Parque do Gafanhoto em Divinópolis

A prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida, e o empresário Fabiano Cazeca anunciaram o início do projeto de revitalização do Parque do Gafanhoto, um dos espaços ambientais, históricos e afetivos mais importantes do município. A proposta pretende recuperar uma área que, durante décadas, foi referência em lazer, convivência, esporte, turismo e educação ambiental, mas que acabou perdendo estrutura e público ao longo dos anos.
A revitalização será realizada por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Divinópolis e a iniciativa privada. A Multimarcas Consórcios, ligada ao empresário Fabiano Cazeca, assumirá o custeio e a execução da primeira fase do projeto, dentro do programa municipal “Adote um Bem Público”. A iniciativa busca unir recursos públicos e privados para acelerar a recuperação do parque e devolver o espaço à população.
O anúncio foi realizado durante uma visita técnica ao Parque do Gafanhoto, com a presença de representantes da administração municipal, profissionais responsáveis pelo projeto, empresários e equipes que deverão atuar nas intervenções. O encontro marcou o início de uma nova fase para o local, depois de anos de abandono, construções deterioradas, mato alto e perda gradual de suas antigas funções.
A primeira etapa prevê uma limpeza ampla da área, com retirada de entulhos, desobstrução dos caminhos e manejo da vegetação rasteira. O objetivo é recuperar as condições básicas de circulação e preparar o terreno para as novas estruturas, preservando ao máximo as características naturais do parque.
O projeto também prevê a construção de uma pista estruturada para caminhada. A proposta é criar um percurso seguro e integrado à área verde, permitindo que moradores utilizem o espaço para exercícios físicos, passeios e atividades de lazer em contato com a natureza.
Além da pista de caminhada, está prevista uma área exclusiva para ciclismo. A estrutura deverá ampliar as possibilidades de uso esportivo do parque e atender uma demanda de ciclistas que buscam locais adequados para treinamento, recreação e convivência.
Outra intervenção prevista é a reconstrução da pista de skate. Durante muitos anos, o espaço foi um importante ponto de encontro para jovens e atletas da cidade, mas acabou sendo prejudicado pela falta de manutenção e pela deterioração da estrutura.
A nova pista deverá ser planejada com acompanhamento técnico e participação de praticantes da modalidade. A intenção é criar um equipamento mais seguro e funcional, capaz de atender iniciantes, jovens e atletas mais experientes.
A primeira fase também contempla a instalação de banheiros públicos, espaço de apoio para manutenção e um novo pórtico de entrada. O acesso principal deverá receber um desenho inspirado no formato de um gafanhoto, reforçando a identidade do parque e valorizando um dos símbolos mais conhecidos da cidade.
Algumas edificações antigas, consideradas condenadas e sem condições de aproveitamento, já começaram a ser retiradas. A demolição faz parte da preparação da área para receber as novas estruturas previstas no projeto arquitetônico e urbanístico.
O planejamento foi dividido em etapas para permitir que as obras avancem gradualmente. A estratégia é evitar que a dimensão do projeto impeça o início das intervenções e, ao mesmo tempo, garantir que cada fase seja executada conforme as exigências ambientais, urbanísticas e de segurança.
A preservação ambiental será um dos pilares da revitalização. A proposta apresentada prevê impacto mínimo sobre a vegetação e manutenção da maior parte das árvores existentes no local.
A retirada de árvores deverá ocorrer apenas nos casos em que houver risco de queda, comprometimento estrutural ou ameaça à segurança dos frequentadores. A vegetação saudável será incorporada ao projeto, mantendo a sombra, a biodiversidade e a característica ecológica do parque.
Janete Aparecida afirmou que a revitalização pretende preservar o nome e a história do Parque do Gafanhoto. Segundo a prefeita, o objetivo não é substituir a identidade do local, mas recuperar sua importância e oferecer uma estrutura adequada às necessidades atuais da população.
Fabiano Cazeca destacou a ligação pessoal que possui com o parque. O empresário relembrou momentos da infância e da juventude vividos no local e afirmou que a participação no projeto representa uma forma de contribuir com Divinópolis e devolver à cidade um espaço que marcou diferentes gerações.
O empresário afirmou ainda que os recursos destinados à primeira etapa já estão separados e que a intenção é executar as obras com agilidade. Uma construtora deverá ficar responsável pelos trabalhos de campo, com utilização de máquinas, equipes e profissionais técnicos.
A parceria estabelece que a iniciativa privada será responsável pelo financiamento e pela execução da primeira fase. O município acompanhará os trabalhos, fornecerá as autorizações necessárias e fiscalizará o cumprimento das normas técnicas e ambientais.
A revitalização do Parque do Gafanhoto é uma reivindicação antiga dos moradores de Divinópolis. Ao longo dos anos, diferentes propostas foram discutidas, mas a recuperação do espaço esbarrou em dificuldades jurídicas, financeiras, ambientais e relacionadas à posse da área.
Um passo importante para viabilizar o projeto ocorreu com a cessão de áreas da União ao Município de Divinópolis. Os terrenos, avaliados em quase R$ 10 milhões e com mais de 179 mil metros quadrados, passaram a ficar sob responsabilidade municipal para projetos de educação, cultura, esporte e lazer.
A transferência permitiu que a Prefeitura avançasse com mais segurança no planejamento do futuro do parque. Antes disso, já haviam sido realizadas reuniões com universidades, especialistas e representantes da sociedade para discutir alternativas de uso e preservação da área.
A história do Parque do Gafanhoto está diretamente ligada ao desenvolvimento de Divinópolis. A região começou a ganhar importância a partir da construção da usina elétrica, inaugurada em 1946.
Nos primeiros anos, o local também recebeu atividades relacionadas à proteção florestal e à produção de mudas. A área foi utilizada pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal e por estruturas voltadas à arborização da cidade.
Em 1963, o espaço passou a funcionar como área pública de lazer. A partir desse momento, o parque começou a receber famílias, estudantes e moradores de diferentes bairros.
O local chegou a contar com quadras de areia, áreas para piqueniques e churrascos, pista de skate e espaços de convivência. Durante anos, tornou-se destino frequente para passeios escolares, eventos esportivos e encontros familiares.
Em 1986, a implantação de um minizoológico ampliou a importância turística do parque. O espaço passou a receber milhares de visitantes nos finais de semana e se consolidou como uma das principais atrações de Divinópolis.
Os pedalinhos no Rio Pará, o contato com animais e as áreas verdes ajudaram a transformar o Parque do Gafanhoto em um dos cartões-postais da cidade. Para muitos moradores, o local representa lembranças da infância, da juventude e de momentos vividos em família.
O parque também desempenhou importante papel na educação e na pesquisa. A diversidade de plantas, aves e outros elementos naturais atraiu estudantes, professores e pesquisadores, especialmente das áreas de Biologia e Meio Ambiente.
Com o passar do tempo, a falta de manutenção e os atos de depredação comprometeram a estrutura. Construções foram deterioradas, áreas ficaram tomadas pelo mato e o público deixou de frequentar o local com a mesma intensidade.
A revitalização agora anunciada pretende interromper esse processo de abandono e iniciar uma nova fase. As futuras etapas poderão incluir novos acessos, quiosques, praça de alimentação, estacionamento e outras estruturas de apoio.
Também está prevista a criação de um segundo acesso ao parque, com ligação pelo bairro Itaraí. A proposta ainda depende da conclusão do projeto técnico e de licenciamento ambiental.
Entre as ideias para as próximas fases está a implantação de um borboletário. O espaço poderá fortalecer a vocação ecológica e educativa do parque, recebendo atividades escolares e ações voltadas à preservação ambiental.
A proposta inclui ainda áreas de convivência para famílias e espaços destinados à alimentação. A implantação desses equipamentos deverá considerar o equilíbrio entre o uso público e a proteção da natureza.
A recuperação do Parque do Gafanhoto vai além de uma obra de infraestrutura. O projeto reúne preservação ambiental, resgate histórico, incentivo ao esporte, valorização do turismo e ampliação das opções de lazer.
A expectativa é que as primeiras intervenções permitam uma reabertura gradual do espaço. O cronograma dependerá do avanço dos serviços de limpeza, retirada das estruturas comprometidas e implantação dos novos equipamentos.
Depois de décadas de importância e de um longo período de abandono, o Parque do Gafanhoto volta ao centro das atenções. A parceria anunciada por Janete Aparecida e Fabiano Cazeca inicia um processo que poderá devolver à população um dos principais patrimônios ambientais e afetivos de Divinópolis.





















