Polícia

Motorista que atropelou e matou ciclista na MG-050 terá audiência nesta quarta-feira em Divinópolis

O motorista que atropelou e matou o ciclista Leonardo Antônio Santos na MG-050, em Divinópolis, em agosto de 2024, terá audiência de instrução nesta quarta-feira (26), no Fórum Manoel Castro. O homem, atualmente com 40 anos, confirmou em depoimento à Polícia Civil que conduzia o Peugeot 308 envolvido no atropelamento. Ele responde ao processo em liberdade. Durante a audiência, testemunhas relacionadas à acusação e à defesa deverão ser ouvidas pela Justiça, que dará prosseguimento à ação penal aberta após a conclusão das investigações sobre a morte do ciclista.

Leonardo Antônio Santos tinha 29 anos quando foi atropelado na tarde de domingo, 11 de agosto de 2024. Ele seguia de bicicleta pela MG-050, nas proximidades do bairro Xavante, em Divinópolis, quando foi atingido pelo Peugeot 308. O acidente ocorreu na região do km 126 da rodovia e mobilizou equipes da Polícia Militar Rodoviária, do Corpo de Bombeiros e da perícia. As informações registradas durante o atendimento indicaram que Leonardo trafegava de bicicleta pelo acostamento no momento em que ocorreu a colisão.

Uma testemunha ouvida durante o atendimento relatou à Polícia Militar Rodoviária que o Peugeot teria realizado uma manobra de ultrapassagem antes do atropelamento. As informações recolhidas no local passaram a integrar os procedimentos de investigação. Posteriormente, a Polícia Civil informou ter reunido elementos indicando que o veículo realizava ultrapassagens perigosas e em locais proibidos antes da colisão e que, durante a sequência dos fatos, entrou no acostamento onde Leonardo pedalava.

Com o impacto, Leonardo foi arremessado a aproximadamente 50 metros, conforme as informações reunidas durante a investigação. O ciclista sofreu ferimentos graves e recebeu atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros ainda no trecho da MG-050. Depois dos primeiros procedimentos de emergência, ele foi encaminhado ao Complexo de Saúde São João de Deus, em Divinópolis. Leonardo não resistiu aos ferimentos provocados pelo atropelamento e teve a morte confirmada após o socorro.

A perícia compareceu ao local ainda no dia do acidente para realizar os levantamentos necessários. Os trabalhos incluíram o registro dos vestígios encontrados na rodovia e dos elementos relacionados ao ponto de impacto. A bicicleta utilizada por Leonardo também integrou os procedimentos realizados após a ocorrência. Enquanto as equipes trabalhavam no local, a Polícia Militar Rodoviária começou a reunir informações destinadas à identificação do automóvel e do motorista envolvido.

Depois do atropelamento, o condutor deixou o local e o Peugeot 308 não permaneceu no trecho da MG-050. As forças de segurança iniciaram diligências para localizar o veículo e identificar quem estava ao volante. As buscas prosseguiram durante as horas seguintes, com a análise das informações obtidas durante o atendimento e de relatos que ajudaram a estabelecer o caminho percorrido pelo automóvel depois da colisão.

No dia seguinte ao acidente, em 12 de agosto de 2024, as investigações avançaram até a localização do Peugeot. Conforme as informações reunidas na época, o carro passou inicialmente por uma residência localizada no bairro São José, em Divinópolis. O motorista tentou deixar o veículo no endereço, mas o automóvel não permaneceu no local. Posteriormente, um serviço de guincho foi acionado para transportar o Peugeot até outro endereço da cidade.

O Peugeot 308 foi levado para uma residência no bairro Jardinópolis, pertencente à mãe do motorista. Policiais civis e militares foram ao endereço e encontraram o veículo relacionado ao atropelamento. O carro foi apreendido e ficou à disposição dos procedimentos investigativos. A localização permitiu que a Polícia Civil avançasse na apuração sobre a participação do condutor, as condições do veículo e os acontecimentos posteriores à colisão que provocou a morte de Leonardo.

Dois dias depois do atropelamento, em 13 de agosto de 2024, o motorista se apresentou à Polícia Civil em Divinópolis e prestou depoimento. Na ocasião, ele confirmou que conduzia o Peugeot 308 envolvido no acidente. O homem também apresentou sua versão sobre os acontecimentos e negou ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. A declaração passou a integrar o inquérito juntamente com os relatos das testemunhas e os demais elementos recolhidos pelas autoridades.

Ao explicar por que deixou o local depois de atingir Leonardo, o motorista afirmou aos investigadores que teve medo de ser hostilizado ou agredido por pessoas que estavam nas proximidades. Essa foi a versão apresentada formalmente por ele durante o depoimento. Depois de ser ouvido, o homem deixou a delegacia e passou a responder à investigação em liberdade, enquanto a Polícia Civil continuou as diligências para concluir a apuração.

Nos dias seguintes, os investigadores analisaram depoimentos, levantamentos realizados na MG-050, informações sobre o deslocamento do Peugeot e outros elementos relacionados ao atropelamento. A Polícia Civil também apurou a forma como o veículo era conduzido antes da colisão. A investigação reuniu dados sobre ultrapassagens realizadas momentos antes do acidente, a entrada do carro no acostamento e o ponto em que Leonardo foi atingido.

Outro aspecto analisado pela Polícia Civil foi a condição do motorista no momento do acidente. Ao concluir o inquérito, a instituição informou ter reunido elementos relacionados à embriaguez ao volante. O motorista, por sua vez, negou em depoimento ter consumido bebida alcoólica antes de conduzir o Peugeot. As duas informações passaram a integrar o conjunto de elementos encaminhados para os procedimentos posteriores do caso.

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil indiciou o motorista por homicídio doloso, omissão de socorro, embriaguez ao volante e fuga do local do acidente. O indiciamento corresponde à conclusão da autoridade policial a partir dos elementos reunidos durante a investigação. Após o encerramento dessa fase, o procedimento seguiu para a esfera judicial, onde passaram a ocorrer as etapas destinadas à análise das acusações e das provas reunidas.

No processo judicial, o motorista passou à condição de réu. As informações divulgadas sobre a ação indicam que ele responde por homicídio doloso e omissão de socorro relacionados à morte de Leonardo. A classificação jurídica adotada no processo será analisada pela Justiça durante a tramitação, considerando as provas produzidas, os depoimentos das testemunhas e os argumentos apresentados pelas partes.

A audiência de instrução marcada para quarta-feira (26) é uma das etapas dessa tramitação. O procedimento é destinado à produção de provas orais e deverá incluir a oitiva de testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa. Os depoimentos serão registrados e incorporados à ação penal, passando a integrar os elementos que poderão ser considerados nas decisões posteriores da Justiça.

O réu também poderá ser interrogado conforme o andamento da audiência e as regras aplicáveis ao processo. O ato desta quarta-feira não corresponde ao julgamento definitivo do caso. Depois da instrução, o processo deverá seguir as etapas determinadas pela Justiça, com análise do material produzido durante a investigação e na própria fase judicial antes de uma definição sobre a responsabilização criminal.

O motorista permanece respondendo em liberdade. A eventual condenação e a definição de pena dependem das decisões judiciais tomadas ao longo do processo. Até que haja decisão definitiva, o caso segue em tramitação e as acusações relacionadas aos crimes serão analisadas pelo Poder Judiciário de acordo com os elementos apresentados pelas partes.

Leonardo Antônio Santos tinha 29 anos e trabalhava como pedreiro. Ele morava com os pais no bairro Tietê, em Divinópolis, e também praticava ciclismo. A morte ocorreu depois do atropelamento na MG-050 e o corpo foi sepultado no Cemitério de Santo Antônio dos Campos, em Ermida, distrito de Divinópolis.

Desde agosto de 2024, familiares de Leonardo e integrantes de grupos ligados ao ciclismo acompanham os desdobramentos da investigação e do processo judicial. A Associação Divinopolitana de Ciclismo também acompanha o caso e informou que representantes da entidade deverão comparecer ao Fórum Manoel Castro nesta quarta-feira, durante a realização da audiência de instrução.

Familiares da vítima também deverão acompanhar o ato judicial. Conforme divulgado pela Associação Divinopolitana de Ciclismo, integrantes do grupo pretendem realizar uma manifestação pacífica durante a movimentação no fórum. A entidade já participou de outras mobilizações relacionadas ao caso desde a morte de Leonardo.

O atropelamento também motivou manifestações de ciclistas em Divinópolis durante o período posterior ao acidente. Os atos ocorreram enquanto as forças de segurança realizavam as investigações e continuaram durante os desdobramentos judiciais. A audiência desta quarta-feira ocorre dois anos depois da morte de Leonardo e integra o andamento do processo iniciado após a conclusão do inquérito policial.

A cronologia do caso começou em 11 de agosto de 2024, quando Leonardo foi atingido pelo Peugeot 308 na MG-050. No mesmo dia, ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital São João de Deus, mas morreu em consequência dos ferimentos. O motorista deixou o local e passou a ser procurado pelas autoridades enquanto a Polícia Militar Rodoviária e a Polícia Civil reuniam informações sobre o veículo.

Em 12 de agosto, um dia depois do acidente, o Peugeot foi localizado na residência da mãe do motorista, no bairro Jardinópolis, depois de ter passado por outro endereço no bairro São José. O automóvel foi apreendido pelas forças de segurança e passou pelos procedimentos relacionados à investigação. A localização do veículo ocorreu antes da apresentação formal do condutor à Polícia Civil.

Em 13 de agosto, o motorista compareceu à delegacia, confirmou que conduzia o Peugeot no momento do atropelamento e apresentou sua versão sobre o ocorrido. Ele negou o consumo de bebida alcoólica e afirmou que deixou o local por receio de agressões. Após o depoimento, a Polícia Civil manteve as investigações e continuou reunindo elementos para esclarecer a dinâmica do acidente.

A conclusão do inquérito ocorreu depois da análise dos dados reunidos pela Polícia Civil. O motorista foi indiciado pelos crimes apontados na investigação e o caso avançou para a Justiça. A tramitação judicial prosseguiu nos anos seguintes até chegar à audiência de instrução prevista para esta quarta-feira, no Fórum Manoel Castro.

Durante a audiência, a Justiça deverá ouvir as pessoas convocadas e registrar as informações apresentadas no processo. Após essa etapa, caberá ao Judiciário definir o encaminhamento da ação penal conforme as regras processuais e os elementos produzidos durante a instrução.

O caso completa dois anos desde o atropelamento ocorrido na MG-050. A audiência desta quarta-feira representa a continuidade da ação judicial relacionada à morte de Leonardo Antônio Santos e às condutas atribuídas ao motorista após o acidente. O processo permanece em andamento no Fórum de Divinópolis.

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