Polícia prende 12 pessoas por fraude em prova de legislação de trânsito em Nova Serrana e apreende quase R$ 12 mil

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu 12 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude durante uma prova de legislação de trânsito realizada em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas. A ocorrência foi registrada na quarta-feira (19), depois que fiscais responsáveis pela aplicação do exame perceberam irregularidades entre participantes e acionaram as autoridades. Ao todo, 13 pessoas foram conduzidas à delegacia para esclarecimentos, e 12 tiveram a prisão em flagrante ratificada. Os envolvidos têm idades entre 23 e 60 anos.
Durante a fiscalização da prova, foram identificados materiais que teriam sido utilizados para auxiliar candidatos a obter respostas durante o exame. Entre os itens encontrados estavam papéis com anotações e dispositivos eletrônicos de escuta remota. O material foi recolhido e passou a integrar a investigação conduzida pela Polícia Civil para esclarecer a estrutura utilizada na tentativa de fraude e a participação de cada pessoa levada à delegacia.
Um dos equipamentos eletrônicos estava colocado no ouvido de um dos envolvidos. Devido à forma como o dispositivo estava posicionado, foi necessário encaminhar a pessoa para atendimento em uma unidade de saúde, onde o objeto foi retirado. Após o procedimento, o equipamento também foi apreendido para análise. A investigação deverá verificar de que maneira os dispositivos eram utilizados durante a realização da prova e de onde partiam as informações transmitidas aos candidatos.
Outro ponto levantado durante a apuração foi a origem dos participantes. Segundo as informações reunidas pela Polícia Civil, os envolvidos não possuíam vínculo residencial, profissional ou familiar com Nova Serrana. A investigação passou a verificar por que candidatos de outras cidades escolheram o município para realizar o exame de legislação e como ocorreu a organização do deslocamento até o local da prova.
A Polícia Civil identificou também pessoas que teriam participado do transporte dos candidatos. Um dos detidos, morador de São Gotardo, teria levado pelo menos quatro participantes até Nova Serrana. Outro investigado teria realizado o transporte de dois candidatos vindos da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Esses deslocamentos passaram a ser analisados como parte da investigação sobre a organização do grupo e a possível divisão de funções entre os envolvidos.
Durante a ação policial, dois veículos relacionados ao transporte dos participantes foram apreendidos. Os investigadores também encontraram R$ 11.968 em dinheiro. O valor foi recolhido e será analisado dentro do procedimento investigativo para esclarecer a origem e eventual relação com os fatos apurados. A Polícia Civil continua reunindo informações sobre os pagamentos, deslocamentos e contatos mantidos entre os envolvidos antes da realização da prova.
A investigação também deverá buscar esclarecer quem fornecia as respostas aos candidatos e como ocorria a comunicação durante o exame. Os dispositivos encontrados indicam a possibilidade de transmissão remota de informações, mas a participação individual de cada pessoa e o funcionamento completo do esquema serão analisados durante o prosseguimento das apurações. Os materiais apreendidos poderão passar por exames e análises técnicas para auxiliar na identificação de outros participantes.
As prisões ocorreram depois que as irregularidades foram percebidas durante a própria aplicação da prova de legislação. A intervenção dos fiscais permitiu que as autoridades fossem chamadas ainda enquanto o exame era realizado. As pessoas identificadas foram retiradas da situação e encaminhadas para os procedimentos policiais, enquanto os equipamentos, documentos, dinheiro e veículos relacionados ao caso foram recolhidos.
Os 12 presos foram autuados, conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência, por fraude em certame de interesse público e associação criminosa. O enquadramento individual e a responsabilidade de cada investigado serão analisados durante a investigação e nas etapas posteriores do procedimento. A prisão em flagrante não representa condenação, e o caso seguirá para apreciação das autoridades competentes.
A Polícia Civil continuará as investigações para verificar se outras pessoas participaram da organização do esquema e se o mesmo método foi utilizado em outras provas de legislação de trânsito. A apuração também deverá esclarecer a origem dos dispositivos eletrônicos, a função desempenhada pelos responsáveis pelo transporte dos candidatos e a relação do dinheiro apreendido com os fatos registrados em Nova Serrana.








