Azeite Mineiro ganha medalha de Ouro na edição 2026 do Evo International Olive Oil Contest
O azeite Alto da Serra Blend de Cristina, no Sul de Minas, ganhou Medalha de Ouro na edição 2026 do Evo International Olive Oil Contest, em 26/6, em Palmi, na Calábria, Itália. Extraído no campo experimental da Epamig, o produto ficou entre os cinco melhores da América do Sul e disputou o prêmio Raúl C. Castellani.
O azeite Alto da Serra Blend de Cristina, no Sul de Minas, saiu da Itália com Medalha de Ouro na edição 2026 do Evo International Olive Oil Contest (Evo IOOC), disputada em 26/6, em Palmi, na Calábria. Extraído no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Maria da Fé, ele ficou entre os cinco melhores da América do Sul e concorreu ao prêmio Raúl C. Castellani.
Da lavoura ao concurso
Alisson Moreira, produtor e olivicultor de Cristina, disse que esta foi a primeira competição da qual a equipe participou. “Esse é o primeiro concurso que a gente participa. O foco sempre foi a qualidade e a gente está buscando mais excelência. Estamos muito contentes”, afirmou.
O caminho até o azeite premiado começou antes. Em 2016, a família foi à Epamig atrás de informação depois de conhecer a boa adaptação da oliveira à região e ouvir que o azeite dali tinha qualidade. No fim de 2017, iniciou o plantio no sítio da família, em Cristina, município vizinho a Maria da Fé.
O cultivo ocupa 1,5 hectare, a 1,5 mil metros de altitude, com 340 oliveiras. A primeira produção veio em 2022 e rendeu cerca de 12 litros. Em 2024 surgiu a marca Alto da Serra, que vende os azeites na propriedade, em empórios parceiros e pela conta oficial no Instagram.
Em 2026, a extração chegou a 304 litros. Especialistas da olivicultura chamaram atenção para a qualidade do azeite e daí nasceu a ideia de inscrever o produto no concurso.
Reconhecimento também no Brasil
Luiz Fernando de Oliveira, pesquisador da Epamig, disse que as medalhas confirmam a complexidade dos azeites nacionais e o trabalho dos produtores. “A produção é incipiente, desafiadora e, safra após safra, temos obtido produtos que se destacam por atributos de qualidade como frutado, amargor e picância. O que demonstra que estamos no caminho certo”, afirmou.
Ele também disse que sabe que o azeite é bom, mas como consumidor. Por isso quer fazer um curso de sommelier para entender melhor as características e a complexidade do produto feito ali.
Na mesma semana, cinco azeites mineiros ficaram entre os dez finalistas do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026 – Azeite de Oliva, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A avaliação técnica ocorreu em Brasília (DF) e reuniu especialistas da Epamig, da Embrapa e da UFCS Porto Alegre.
Luiz Fernando de Oliveira participou como jurado. Carolina Zambon, pesquisadora da Epamig, atuou nas conferências dos laudos químicos, amostras e preparo. O prêmio é voltado a produtos nacionais das categorias monovarietal e blend e leva em conta amargor, picância, frutado, complexidade e equilíbrio.
A disputa ainda teve júri popular em 27/6. Entre os concorrentes estavam Mantikir Summit Premium e L’Az, na categoria Blend; Mantikir Grappolo, Alto das Oliveiras e Aiu, na categoria monovarietal.





















