Homem é condenado a 26 anos por matar criança

O crime ocorreu em 21 de setembro de 2006. A pena será cumprida em regime inicial fechado.
Júri volta a condenar réu após anulação
O conselho de sentença fixou 18 anos e quatro meses pelo homicídio qualificado, com aumento por a vítima ter menos de 14 anos, e mais oito anos e um mês pelo estupro de vulnerável. A soma chegou a 26 anos e cinco meses.
Segundo a acusação, a criança desapareceu pela manhã, depois de sair de casa para ir à escola. O corpo foi encontrado depois, em via pública, sem roupas e com sinais de violência.
A Polícia Civil localizou a casa usada pelo acusado perto do ponto onde o corpo foi abandonado. No imóvel, deixado às pressas após a venda dos móveis, havia a carteira de trabalho do réu. Também foram recolhidos vestígios de sangue, roupas e materiais escolares da vítima. Familiares reconheceram os objetos.
Testemunhas relataram que o homem fugiu logo após o crime e raspou os cabelos para tentar dificultar a identificação. O processo ficou suspenso por anos porque ele permaneceu foragido. Depois da captura, a ação foi retomada.
O caso já tinha ido a júri antes. Na ocasião, o MPMG recorreu por erros na sessão, e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou o julgamento e determinou nova análise. Nesta quinta-feira, o réu voltou ao banco dos acusados e foi condenado novamente.
Para o promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a decisão dá resposta a um crime de extrema gravidade e mostra que o tempo não impede a responsabilização em casos dessa natureza.





















