Senador Cleitinho Azevedo não vai à convenção do Republicanos e mantém candidatura ao Governo de Minas Gerais indefinida

O senador Cleitinho Azevedo não compareceu à convenção estadual do Republicanos realizada neste sábado, 25 de julho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. A ausência manteve indefinida a candidatura do parlamentar ao Governo de Minas nas eleições de 2026, apesar da expectativa de dirigentes, apoiadores e possíveis aliados de que o evento pudesse confirmar oficialmente o nome dele na disputa pelo Palácio Tiradentes.
A participação de Cleitinho era um dos principais pontos aguardados na convenção. O senador aparece como pré-candidato do Republicanos e lidera levantamentos de intenção de voto divulgados ao longo do período pré-eleitoral, mas ainda não formalizou publicamente a candidatura. Antes do encontro, aliados trabalhavam com a possibilidade de que ele aproveitasse a convenção para encerrar meses de indefinição.
O presidente estadual do Republicanos em Minas Gerais, Euclydes Pettersen, declarou durante o evento que o partido respeitará qualquer decisão tomada por Cleitinho. Segundo o dirigente, a legenda não pretende pressionar o senador durante o período de luto vivido pela família. A direção estadual mantém o parlamentar como o principal nome para a disputa, mas aguarda uma manifestação definitiva.
Cleitinho não participou da convenção por causa da missa de sétimo dia do irmão Matheus Augusto Ramalhão de Azevedo, que morreu no sábado, 18 de julho, após enfrentar complicações relacionadas à leucemia. A ausência, portanto, foi atribuída pelo partido ao compromisso familiar, e não a uma decisão de abandonar a possível candidatura.
O ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo, irmão gêmeo do senador, compareceu à convenção e representou a família durante o evento. Gleidson também participou das definições partidárias relacionadas à própria candidatura à Câmara dos Deputados. Mesmo com a presença dele, nenhuma decisão definitiva sobre a candidatura de Cleitinho ao governo estadual foi anunciada.
A indefinição ocorre depois de diferentes sinalizações dadas por Cleitinho ao longo dos últimos meses. Em declarações anteriores, o senador indicou disposição para concorrer ao Palácio Tiradentes, mas adiou o anúncio oficial. O parlamentar já afirmou que poderia apresentar uma resposta até o fim do período das convenções partidárias, mantendo aberta a possibilidade de definir o futuro eleitoral somente em 5 de agosto.
A decisão de Cleitinho interfere diretamente na formação das principais alianças partidárias em Minas Gerais. Republicanos, PL, União Brasil e Progressistas acompanham a movimentação porque a entrada do senador na disputa poderá reorganizar as chapas para governador, vice-governador e para as duas vagas ao Senado que estarão em disputa no estado.
O Partido Liberal avalia apoiar Cleitinho caso ele confirme a candidatura ao governo. As negociações também envolvem o apoio do senador mineiro à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e a formação de uma chapa estadual com nomes indicados pelos partidos aliados. Sem a definição do Republicanos, o PL mantém alternativas para lançar ou apoiar outro candidato em Minas.
O ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão também participa das articulações. Antes da convenção, ele afirmou que havia sido convidado para ocupar a vaga de vice-governador em uma chapa liderada por Cleitinho. Falcão deixou a Prefeitura de Patos de Minas e se filiou ao Republicanos dentro do projeto eleitoral, mas a composição ainda depende da confirmação do senador como candidato.
Caso Cleitinho decida não concorrer, Falcão poderá ganhar espaço como alternativa do Republicanos para o Governo de Minas. O nome do presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe, também aparece nas discussões políticas como uma possibilidade para o campo de centro-direita. Nenhuma dessas alternativas, entretanto, foi confirmada oficialmente pela legenda durante a convenção.
A demora na definição aumenta a pressão sobre os partidos porque as convenções representam a etapa em que as legendas aprovam formalmente candidaturas, coligações e chapas. Cleitinho poderá anunciar a decisão até o encerramento desse período, mas os aliados precisam de tempo para concluir as negociações e distribuir as vagas entre os partidos envolvidos.
A candidatura do senador é considerada relevante para o cenário estadual porque ele aparece na liderança de diferentes pesquisas eleitorais. Em levantamento DataTempo divulgado em junho, Cleitinho registrou 28,8% das intenções de voto em um dos cenários estimulados. Outra pesquisa, realizada pela Real Time Big Data em maio, também colocou o parlamentar à frente dos demais nomes testados.
A disputa pelo Governo de Minas permanece aberta e envolve outros nomes de diferentes grupos políticos. A decisão de Cleitinho poderá influenciar principalmente o campo da direita e da centro-direita, que ainda negocia a formação de uma candidatura única ou a apresentação de mais de um nome no primeiro turno.
Até o encerramento da convenção deste sábado, o senador não havia divulgado uma manifestação confirmando ou descartando a candidatura. O Republicanos manteve a possibilidade de lançá-lo ao Governo de Minas, mas transferiu a decisão para os próximos dias. Dessa forma, Cleitinho continua como pré-candidato, enquanto a chapa estadual e as alianças partidárias permanecem sem definição oficial.






















