Presidente do Republicanos em Minas Gerais avalia ir à Justiça para garantir candidatura de Cleitinho ao governo

O presidente do Republicanos em Minas Gerais, deputado federal Euclydes Pettersen, avalia recorrer à Justiça para tentar garantir a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao Governo de Minas nas eleições de 2026. A possibilidade de judicialização surgiu após a direção nacional do partido rejeitar uma nova tentativa de colocar o parlamentar na disputa pelo Palácio Tiradentes.
O impasse envolve os diretórios estadual e nacional do Republicanos. Enquanto dirigentes mineiros ainda trabalham pela candidatura de Cleitinho, o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, considera encerradas as negociações para que o senador concorra ao governo estadual.
A crise interna ganhou força depois de uma sequência de mudanças relacionadas à participação de Cleitinho na eleição. Em 25 de julho, o senador não compareceu à convenção estadual realizada em Belo Horizonte, onde integrantes do partido aguardavam uma definição sobre a candidatura. A ausência aumentou as dúvidas sobre a continuidade do projeto eleitoral.
No dia 29 de julho, o Republicanos anunciou que Cleitinho não seria candidato ao Governo de Minas. Mesmo após a manifestação da legenda, aliados do senador mantiveram as articulações e passaram a pressionar as direções estadual e nacional por uma revisão da decisão.
Uma nova reviravolta ocorreu em 3 de agosto, quando Cleitinho apareceu em um vídeo ao lado de Marcos Pereira e Euclydes Pettersen e afirmou que não disputaria o governo. O senador relacionou a decisão ao momento pessoal vivido após a morte do irmão, mas voltou a manifestar interesse na candidatura no dia seguinte.
Marcos Pereira rejeitou a retomada da candidatura e afirmou que Cleitinho havia recebido oportunidades para confirmar sua participação na disputa. O presidente nacional argumentou que o prazo político estabelecido pela direção partidária havia sido encerrado diante das indefinições do senador.
Após a negativa, Pettersen passou a avaliar medidas judiciais para tentar assegurar a candidatura. Até o momento, entretanto, não há confirmação de que uma ação tenha sido apresentada à Justiça Eleitoral. Integrantes da legenda também atuam nos bastidores para evitar que a disputa interna seja levada ao Judiciário.
Na madrugada desta quinta-feira (6), o diretório mineiro registrou uma ata na qual informa que o Republicanos pretende lançar candidaturas próprias aos cargos de governador, vice-governador e senador. O documento foi assinado por Euclydes Pettersen, mas não apresenta os nomes que ocupariam as vagas na chapa majoritária.
A ausência do nome de Cleitinho mantém o cenário indefinido. Nos bastidores, o senador continua sendo a principal opção de dirigentes estaduais para disputar o Governo de Minas caso a Executiva Nacional reveja a decisão e autorize o registro da candidatura.
Outra possibilidade discutida dentro do partido é o lançamento do ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, para o governo estadual. O nome poderia ser utilizado caso a candidatura de Cleitinho permaneça impedida, embora a direção nacional também não tenha confirmado essa alternativa.
Cleitinho liderava os cenários da pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de julho. O senador aparecia com índices entre 34% e 35% das intenções de voto nos levantamentos em que seu nome foi apresentado aos entrevistados.
A definição precisa ocorrer antes do encerramento do prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, previsto para 15 de agosto. Até lá, o Republicanos poderá indicar os integrantes da chapa ou modificar as decisões registradas nos documentos partidários, respeitando as regras eleitorais.
O presidente nacional do Republicanos afirmou que não comentaria hipóteses sobre uma eventual ação judicial. Marcos Pereira declarou que o partido avaliará quais providências tomar caso a disputa seja efetivamente levada à Justiça.
Até esta quinta-feira, o Republicanos não havia anunciado oficialmente o nome de um candidato ao Governo de Minas. A possível judicialização, a ata registrada pelo diretório estadual e as negociações entre dirigentes mantêm aberta a disputa sobre quem poderá representar o partido na eleição estadual.






















