Motorista de 49 anos morre carbonizado após carreta com etanol tombar e pegar fogo na MG-010

Um motorista de 49 anos morreu após a carreta-tanque que conduzia tombar e pegar fogo na madrugada desta quinta-feira (27), na MG-010, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O acidente aconteceu por volta das 4h45, na altura do km 22, no sentido Aeroporto Internacional de Confins, e provocou a interdição da rodovia durante o atendimento das equipes de emergência.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o veículo transportava etanol quando tombou e foi rapidamente atingido pelas chamas. O motorista ficou preso na cabine e morreu no local. A vítima era natural de Belo Horizonte. Nenhuma outra pessoa ficou ferida no acidente.
Testemunhas que estavam nas proximidades chegaram a tentar se aproximar do caminhão para ajudar o condutor, mas o fogo se espalhou rapidamente pela cabine e pela estrutura do veículo. Por causa da carga inflamável e da intensidade das chamas, a aproximação oferecia risco e o resgate somente pôde ser realizado pelas equipes especializadas.
O acidente ocorreu na região do bairro Gran Park, próximo ao condomínio Alphaville. A carreta ficou atravessada na rodovia e o incêndio atingiu também a vegetação existente às margens da MG-010. Parte do combustível vazou durante a ocorrência, ampliando o risco no trecho.
Conforme os bombeiros, uma quantidade de etanol chegou a uma galeria localizada sob a rodovia. Diante do risco ambiental e da possibilidade de novos focos de incêndio, o Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres também foi mobilizado para acompanhar a ocorrência e avaliar as medidas necessárias.
Nove militares do Corpo de Bombeiros, distribuídos em três viaturas, participaram inicialmente do atendimento. As equipes trabalharam no combate às chamas, no resfriamento do veículo e na prevenção de novos incêndios relacionados à carga que permaneceu no tanque.
A Polícia Militar Rodoviária também atuou na ocorrência, principalmente no isolamento do trecho e no controle do trânsito. Devido ao combustível transportado e à posição em que a carreta ficou depois do tombamento, a pista no sentido Confins precisou ser totalmente bloqueada para garantir segurança durante o trabalho das equipes.
A perícia da Polícia Civil foi acionada e realizou os levantamentos necessários no local. Após a conclusão dos trabalhos periciais, o corpo do motorista foi removido para os procedimentos legais. As circunstâncias que fizeram o condutor perder o controle da carreta ainda serão investigadas.
Parte do etanol permaneceu dentro do compartimento do veículo depois que o incêndio foi controlado. Por esse motivo, as equipes aguardavam a empresa responsável pela carga para realizar o transbordo do combustível antes da retirada definitiva da carreta. O procedimento é necessário para reduzir os riscos durante a remoção.
O bloqueio provocou impacto no trânsito de motoristas que utilizavam a MG-010 para chegar ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. Durante o atendimento, a orientação foi buscar rotas alternativas e considerar um tempo maior para o deslocamento até o terminal.
Uma das alternativas indicadas para quem seguia em direção ao aeroporto era utilizar a MG-424, passando por Vespasiano e São José da Lapa, e posteriormente acessar a LMG-800. O BH Airport também orientou os passageiros a acompanharem as condições do trânsito e anteciparem a saída para evitar atrasos.
Apesar da proporção do incêndio, nenhum outro veículo foi atingido, segundo as informações divulgadas durante o atendimento. Também não houve registro de outras vítimas. As equipes permaneceram no local devido aos riscos associados ao etanol derramado, à necessidade de transbordo e à retirada da carreta.
As causas do tombamento ainda não foram esclarecidas. Até o momento, não há confirmação sobre falha mecânica, condições da pista, velocidade ou qualquer outro fator que possa ter provocado o acidente. Esses pontos dependerão das apurações e dos levantamentos realizados pelas autoridades.
A ocorrência mobilizou Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Rodoviária, Polícia Civil e equipes especializadas em emergências ambientais. A normalização completa do tráfego dependeria da conclusão do transbordo da carga, limpeza da pista e remoção segura do caminhão-tanque.








