Divinópolis amplia grupos de apoio para parar de fumar
Depois do Dia Nacional de Combate ao Fumo, a Prefeitura de Divinópolis reforçou que o apoio a quem quer parar de fumar é contínuo na rede municipal, com grupos de tabagismo nas UBSs, acompanhamento profissional, orientação e acolhimento para enfrentar a dependência da nicotina e as mudanças de hábito, rotina e comportamento.
Parar de fumar pode ser difícil porque não envolve só a dependência química. Muda a rotina. Muda o comportamento. E é nesse ponto que a rede municipal tenta segurar o processo.
Na UBS Quintino e Nilda Barros, o primeiro encontro já teve data e hora
Na última quarta-feira (26/8), a equipe da UBS Quintino e Nilda Barros fez o primeiro encontro de sensibilização do grupo de tabagismo. A atividade foi aberta a fumantes de qualquer unidade de saúde do município e trouxe orientações sobre o funcionamento do grupo, o processo de cessação e o cronograma das próximas sessões. O médico Dr. Flávio Antônio Marcelino Alves e o psicólogo Ângelo José da Silva Morato conduziram o encontro.
O próximo encontro será na quinta-feira (3/9), às 9h30, na própria unidade. Quem ainda quiser participar deve procurar o local antes da reunião para obter mais informações.
Nos grupos, os participantes recebem informações sobre os efeitos do tabagismo, orientações para lidar com a dependência e acompanhamento durante a cessação. A iniciativa faz parte das estratégias de promoção da saúde e prevenção de doenças da Atenção Primária no município, que também oferece acolhimento, acompanhamento profissional e grupos conduzidos por equipes multidisciplinares.
Os números mostram por que a rede insiste no tema
O tabagismo está ligado a problemas que vão além do pulmão. Entre brasileiros de 16 a 24 anos, 19% se declararam fumantes ativos, acima da média nacional de 17%. O primeiro contato com o cigarro acontece, em média, aos 16 anos, e 33% da população brasileira compartilha com frequência ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes.
O médico Dr. William Bueno disse: “Não existe um limite seguro de exposição à fumaça do cigarro, mesmo o fumante ocasional, o chamado ‘fumante social’, já apresenta maior risco cardiovascular. Quem convive com fumantes também inala substâncias tóxicas, e crianças expostas têm mais infecções respiratórias, otites e crises de asma, enquanto gestantes apresentam maior risco de parto prematuro”.
O cigarro também está associado a doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de cânceres de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, bexiga e pâncreas. Cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão têm relação com o tabagismo.
A Organização Mundial da Saúde estima mais de 8 milhões de mortes anuais ligadas ao tabaco. No Brasil, são 477 mortes por dia, ou 145.077 mortes evitáveis por ano. Os danos provocados pelo cigarro somam um custo estimado em R$ 153,5 bilhões para a saúde e a economia.
A orientação da prefeitura para quem quer parar de fumar é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima. A rede municipal mantém esse atendimento ao longo do ano e diz que o combate ao tabagismo vai além do Dia Nacional de Combate ao Fumo.









