Cleitinho Azevedo é confirmado pré-candidato ao Governo de Minas após semanas de reviravoltas; Luís Eduardo Falcão será vice

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) está confirmado como pré-candidato ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A definição ocorreu nesta sexta-feira (7), após uma nova rodada de negociações com a direção nacional do Republicanos e encerra uma sequência de anúncios, recuos e mudanças que marcou a construção da candidatura nas últimas semanas.
A chapa também terá Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), como candidato a vice-governador. O nome de Falcão já havia sido apresentado anteriormente por Cleitinho e voltou a ser mantido após o novo acordo dentro do partido.
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A confirmação ocorreu depois de uma reunião na residência do presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, no interior de São Paulo. O encontro contou com integrantes da direção partidária e representantes do grupo político de Cleitinho. Depois da reunião, o senador retornou a Divinópolis para anunciar publicamente sua decisão.
Cleitinho escolheu novamente a Praça do Santuário, em Divinópolis, para se manifestar sobre a disputa estadual. O local já havia sido utilizado pelo senador em uma coletiva realizada no fim de julho, quando ele também anunciou que pretendia disputar o Palácio Tiradentes.
A definição desta sexta-feira representa mais uma mudança em uma trajetória eleitoral que permaneceu aberta durante grande parte de 2026. Cleitinho apareceu durante meses como um dos principais nomes considerados pelo Republicanos para disputar o Governo de Minas, enquanto declarações do próprio senador mantinham dúvidas sobre sua participação na eleição.
No início do ano, a possibilidade de candidatura ganhou força dentro do Republicanos. Em março, o nome do senador já era apresentado nacionalmente como uma das apostas da legenda para o Governo de Minas, enquanto Cleitinho seguia afirmando que ainda avaliava as condições políticas necessárias para entrar definitivamente na disputa.
A discussão ganhou novos contornos em maio. Naquele período, o Republicanos chegou a avaliar Cleitinho também em um cenário nacional, enquanto o senador continuava ocupando posição de destaque nas pesquisas realizadas para o Governo de Minas. A hipótese de uma candidatura presidencial, porém, não avançou, e as articulações voltaram a se concentrar no cenário mineiro.
Em junho, Cleitinho voltou a tratar publicamente da eleição estadual. Durante pronunciamento no Senado Federal em 10 de junho, ele reafirmou sua intenção de disputar o Governo de Minas e contestou informações de que teria desistido da candidatura.
Mesmo com as declarações, a oficialização continuou sendo adiada. Cleitinho afirmou em diferentes momentos que pretendia utilizar o prazo das convenções partidárias antes de tomar uma decisão definitiva sobre sua participação na eleição.
A indefinição passou a afetar diretamente as negociações do Republicanos com outras legendas. Como Cleitinho aparecia entre os nomes mais competitivos nas pesquisas eleitorais divulgadas ao longo do ano, sua decisão também influenciava as estratégias de partidos que avaliavam alianças para a disputa estadual.
O PL estava entre as legendas que acompanhavam a movimentação. Durante parte das negociações, dirigentes do partido trabalharam com a possibilidade de apoiar Cleitinho e integrar uma composição eleitoral em Minas Gerais.
O cenário começou a ficar mais complicado na reta final de julho. O Republicanos marcou sua convenção estadual para 25 de julho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, mas Cleitinho não compareceu ao encontro.
A ausência ganhou peso político porque a convenção era uma das principais oportunidades para que o partido definisse sua chapa majoritária. Sem a presença do senador e sem uma decisão definitiva, o Republicanos encerrou aquele encontro sem confirmar Cleitinho para a disputa pelo Palácio Tiradentes.
O presidente estadual da legenda, deputado federal Euclydes Pettersen, informou naquele momento que o partido ainda poderia aguardar uma definição até o encerramento do período das convenções. Cleitinho também havia indicado anteriormente que poderia deixar sua decisão para os últimos dias do calendário partidário.
Nos dias seguintes, a pressão sobre o senador aumentou. Enquanto aliados defendiam sua entrada na disputa, dirigentes partidários cobravam uma manifestação definitiva para que o Republicanos pudesse fechar acordos, organizar a chapa e negociar alianças.
Em 28 de julho, o deputado estadual Eduardo Azevedo, irmão do senador, declarou publicamente que Cleitinho disputaria o Governo de Minas e que a confirmação ocorreria na reta final das convenções. A declaração indicava que pessoas próximas ao senador ainda trabalhavam pela candidatura.
No dia seguinte, porém, ocorreu uma das principais mudanças do processo. Em 29 de julho, o Republicanos divulgou uma posição afirmando que Cleitinho não seria o candidato da legenda ao Governo de Minas.
A direção partidária afirmou naquele momento que precisava de uma decisão firme para construir a candidatura e apontou a ausência de Cleitinho na convenção como um dos fatores que prejudicaram as negociações. O anúncio indicava que o partido seguiria outro caminho na eleição estadual.
Horas depois, o cenário mudou novamente. Cleitinho convocou uma coletiva na Praça do Santuário, em Divinópolis, e anunciou publicamente que seria candidato ao Governo de Minas, contrariando a posição divulgada pelo Republicanos naquela mesma data.
Na ocasião, o senador também anunciou Luís Eduardo Falcão como o nome escolhido para ocupar a vaga de vice-governador. Falcão já participava das articulações políticas e havia sido apontado como uma das peças para a formação de uma chapa própria do Republicanos.
A escolha de Divinópolis para o anúncio reforçou a ligação política de Cleitinho com o município. Foi na cidade que ele iniciou sua trajetória em cargos eletivos, antes de chegar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e posteriormente ao Senado Federal.
Mesmo depois daquela coletiva, a situação permaneceu sem uma solução definitiva. O anúncio feito pelo senador precisava ser conciliado com as decisões internas do Republicanos e com as negociações conduzidas pelas direções estadual e nacional da legenda.
Nos primeiros dias de agosto, o impasse voltou a ganhar força. Cleitinho chegou a comunicar que não seguiria com a candidatura ao Governo de Minas, o que novamente abriu espaço para que o Republicanos e outras legendas reorganizassem seus projetos eleitorais.
A desistência, porém, durou pouco. Menos de 24 horas depois, Cleitinho voltou atrás e procurou a direção do Republicanos para pedir uma nova oportunidade de negociação sobre sua participação na disputa pelo governo estadual.
O novo movimento provocou outra rodada de conversas dentro da legenda. A direção nacional voltou a analisar a possibilidade de lançar o senador, enquanto aliados intensificaram as articulações para tentar viabilizar sua presença na eleição.
Durante esse período, o cenário partidário de Minas Gerais também começou a se reorganizar. Partidos que aguardavam uma definição de Cleitinho passaram a fechar outras composições diante da possibilidade de o senador permanecer fora da disputa.
O PL, que havia considerado apoiar Cleitinho, avançou para uma candidatura própria e escolheu Flávio Roscoe para disputar o Governo de Minas. Charlles Evangelista foi indicado para a vaga de vice. Após a nova confirmação de Cleitinho, dirigentes do PL indicaram que a candidatura própria seria mantida.
A mudança reduziu as possibilidades de recomposição das alianças que chegaram a ser discutidas anteriormente. Com isso, Cleitinho e o Republicanos passam a trabalhar em um cenário diferente daquele existente quando começaram as primeiras conversas sobre sua candidatura.
A situação chegou a esta sexta-feira ainda sem uma definição considerada definitiva. Cleitinho participou de novas negociações com a direção nacional do partido, enquanto aliados aguardavam uma resposta sobre a possibilidade de retomada da candidatura.
O acordo saiu após a reunião com Marcos Pereira. A direção do Republicanos decidiu autorizar o lançamento de Cleitinho para o Governo de Minas e manter Luís Eduardo Falcão na composição como vice.
O presidente estadual do Republicanos em Minas, Euclydes Pettersen, também participou das articulações que resultaram na nova decisão. Após o encontro, Cleitinho apareceu ao lado de Pettersen e de Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão do senador.
A confirmação coloca novamente Cleitinho no centro da disputa pelo Palácio Tiradentes. Durante os meses que antecederam as convenções, diferentes levantamentos eleitorais colocaram o senador entre os primeiros colocados nos cenários testados para o Governo de Minas.
A presença de Cleitinho também altera o cálculo dos demais candidatos e partidos. A eleição mineira reúne projetos políticos de diferentes campos e passa por uma reorganização após o encerramento das convenções e das definições das principais chapas.
Para Cleitinho, a disputa representa uma tentativa de deixar o Senado antes do fim do mandato para concorrer ao comando do Executivo estadual. Ele foi eleito senador por Minas Gerais em 2022, depois de exercer mandatos como vereador de Divinópolis e deputado estadual.
Seu nome completo é Cleiton Gontijo de Azevedo. Conhecido politicamente como Cleitinho, ele iniciou sua trajetória eleitoral em Divinópolis e ampliou sua projeção no estado durante o mandato na Assembleia Legislativa.
Em 2022, Cleitinho concorreu ao Senado e recebeu mais de 4,2 milhões de votos, garantindo uma das três cadeiras de Minas Gerais na Casa. Desde o início do mandato, manteve atuação política com forte presença nas redes sociais e participação frequente em debates relacionados ao estado.
Luís Eduardo Falcão, escolhido para compor a chapa, administrou Patos de Minas e também presidiu a Associação Mineira de Municípios. Sua entrada na composição já vinha sendo discutida antes das últimas mudanças envolvendo Cleitinho.
A permanência de Falcão como vice mostra que, apesar das sucessivas alterações relacionadas à cabeça da chapa, parte do desenho apresentado por Cleitinho em julho foi preservada. A dupla passa agora a representar o projeto do Republicanos para a disputa pelo Governo de Minas.
A confirmação desta sexta-feira também encerra um período em que o partido chegou a divulgar oficialmente que Cleitinho estava fora da disputa. Pouco mais de uma semana depois daquele anúncio, a direção nacional reviu sua posição após novas conversas com o senador.
Com o acordo, Cleitinho retorna oficialmente ao processo eleitoral como nome do Republicanos para o Palácio Tiradentes. As próximas etapas envolvem os procedimentos partidários e eleitorais necessários para formalizar a chapa perante a Justiça Eleitoral.
A campanha eleitoral terá início conforme o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral. A partir daí, Cleitinho Azevedo e Luís Eduardo Falcão poderão apresentar propostas, participar de debates e buscar apoio dos eleitores nos municípios mineiros.
A eleição para governador de Minas Gerais será realizada em outubro. Caso nenhum candidato alcance a maioria necessária dos votos válidos no primeiro turno, os dois mais votados disputarão um segundo turno.
Depois de meses de dúvidas e de uma sequência de decisões contraditórias entre o senador e o próprio partido, a posição anunciada nesta sexta-feira estabelece um novo cenário: Cleitinho Azevedo disputará o Governo de Minas pelo Republicanos, tendo Luís Eduardo Falcão como companheiro de chapa.





















