Detento passa por cirurgia após médicos retirarem 32 papelotes de maconha do estômago em Nova Serrana

Um detento de 20 anos do Presídio de Nova Serrana precisou passar por uma cirurgia depois que médicos encontraram 32 papelotes de maconha em seu estômago. O caso foi confirmado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais e está sendo apurado por meio de um procedimento administrativo instaurado pela direção da unidade prisional.
O preso passou mal no sábado, 25 de julho, e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento de Nova Serrana. Após receber atendimento médico, ele foi liberado e retornou ao presídio. Três dias depois, na terça-feira, 28 de julho, o detento voltou a apresentar fortes dores e precisou ser levado novamente a uma unidade de saúde da rede pública do município.
Durante o novo atendimento, a equipe médica identificou a necessidade de realizar uma intervenção cirúrgica. No procedimento, os profissionais retiraram do estômago do detento 32 papelotes de maconha.
Após a cirurgia, o detento permaneceu internado em uma unidade de saúde da rede pública de Nova Serrana. Ele está sob escolta da Polícia Penal de Minas Gerais, responsável pela segurança durante o período de atendimento hospitalar.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública não divulgou informações detalhadas sobre o estado de saúde do preso. Também não foi informado se há previsão para que ele receba alta e retorne à unidade prisional.
A direção do Presídio de Nova Serrana instaurou um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da ocorrência. A investigação interna deverá esclarecer quando e como os papelotes foram ingeridos, qual era a origem da maconha e se outras pessoas tiveram participação no caso.
O procedimento também deverá verificar se houve falha nos protocolos de segurança da unidade prisional ou em alguma etapa relacionada à entrada do material no presídio. As medidas administrativas e legais serão definidas após a conclusão das apurações.
O caso também poderá ser encaminhado às autoridades policiais para investigação criminal. Até a última atualização, a Sejusp não havia divulgado detalhes sobre a procedência dos papelotes nem informado se outras pessoas foram identificadas como suspeitas de envolvimento.





















