Agosto Lilás termina com alerta: mulheres são 76% das vítimas de violência notificadas em Divinópolis
O Agosto Lilás termina nesta segunda-feira (31/8) em Divinópolis com um alerta da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa): em 2026, mulheres foram 76% das vítimas de violência notificadas no município, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), e a campanha quer manter a mobilização o ano inteiro.
Ao longo do mês, a prefeitura fez ações internas e externas de orientação, conscientização e prevenção. A ideia foi ampliar o conhecimento sobre o tema, ajudar a identificar sinais de violência e reforçar que acolhimento e busca por ajuda fazem diferença.
Os números que ficaram para além da campanha
De janeiro a julho deste ano, Divinópolis registrou 288 notificações de violência. Desse total, 218 tiveram mulheres como vítimas, o equivalente a 76%, enquanto 70 registros, ou 24%, envolveram vítimas do sexo masculino. O levantamento também aponta 67 registros de violência sexual, 105 casos envolvendo menores de idade e 13 envolvendo idosos.
Março concentrou o maior número de notificações no período, com 69 registros, seguido por abril, com 53. Entre todas as faixas etárias, o grupo de 10 a 14 anos aparece com mais vítimas: foram 57 notificações. Depois vêm as pessoas de 30 a 39 anos, com 52 registros.
Dentro de casa, os registros se repetem
Quando o recorte é só das vítimas femininas, a violência física aparece 159 vezes. A violência sexual vem em seguida, com 60 registros, e a psicológica soma 44. Também houve notificações de negligência ou abandono, tortura e violência financeira ou econômica.
O local das ocorrências chama atenção: a residência aparece em 167 registros envolvendo vítimas femininas, muito acima dos demais pontos informados. A via pública surge em 11 casos.
Entre crianças e adolescentes, o quadro também preocupa. Das 57 vítimas de 10 a 14 anos registradas no levantamento geral, 47 eram meninas. No total, o painel geral aponta 105 casos envolvendo menores de idade, enquanto o recorte das vítimas femininas contabiliza 80 casos envolvendo meninas menores de idade.
Para a prefeitura, informação e conscientização ajudam a reconhecer mais cedo situações de violência e mostram às mulheres que elas podem buscar ajuda na rede de proteção. Os dados apresentados se referem às notificações do Sinan e não correspondem necessariamente ao número de boletins de ocorrência ou denúncias policiais. Além disso, uma mesma ocorrência pode reunir mais de um tipo ou meio de violência.









