Minas Gerais

Comércio puxa a confiança dos pequenos negócios mineiros em fevereiro

Pesquisa ISCON, do Sebrae Minas, aponta um cenário de otimismo para o 2º trimestre deste ano.

Pequenos negócios mineiros seguem confiantes em 2022. Em fevereiro, a pesquisa Índice Sebrae de Confiança dos Pequenos Negócios (ISCON), apontou um aumento de 3 pontos em relação ao primeiro mês do ano, variando de 115 para 118. O ISCON acima de 100 pontos indica tendência de expansão da atividade, igual a 100, de estabilidade e, menor que 100, de retração. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 20 de fevereiro, com 1.146 donos de micro e pequenas empresas (MPE) e microempreendedores individuais (MEI). A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais.

A confiança registrada em fevereiro é resultado da melhor expectativa dos empresários em relação à situação econômica do país para os próximos três meses. Segundo a pesquisa, o Índice de Situação Esperada (ISE) aumentou 6 pontos em relação ao mês anterior (de 132 para 138). Por outro lado, o Índice de Situação Recente (ISR) caiu 2 pontos (de 81 para 79). O ISR e o ISE são subíndices do ISCON, mas o segundo tem peso duas vezes maior na composição do índice.

“Também temos que considerar que no período da realização da pesquisa, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia ainda não havia sido iniciada. Por isso, a expectativa para o 2º trimestre do ano pode ser frustrada mediante os impactos negativos deste conflito. Vale lembrar que, como consequência da guerra, o Brasil vem enfrentando a alta nos preços dos combustíveis e alimentos, além da redução da oferta de fertilizantes”, explica o superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha.

Ranking setorial

Mantendo-se no primeiro lugar no quesito confiança está a Construção Civil, mas sem apresentar alteração no ISCON (124) em relação a janeiro. O setor havia sofrido uma queda de 6 pontos do indicador no primeiro mês do ano. “Apesar de ter se mantido como o setor mais confiante, essa desaceleração nos últimos dois meses pode ter sido provocada pelos efeitos do aumento da inflação e das incertezas da situação macroeconômica do país”, diz o superintendente do Sebrae Minas.

Com um ISCON (120) de 6 pontos a mais que em janeiro, o Comércio foi o setor com maior aumento da confiança. “O controle da pandemia e o avanço da vacinação podem ter impulsionado positivamente as expectativas do setor para os próximos meses. O Comércio foi um dos setores mais impactados pelas medidas restritivas para evitar a propagação da Covid-19, culminando na queda acentuada do faturamento e no fechamento de muitos negócios”, justifica Rocha.

Os Serviços também registraram um aumento no ISCON, porém mais modesto, de 3 pontos (de 116 a 118). Já a Indústria, que havia sofrido uma queda significativa de 6 pontos no ISCON em janeiro, em fevereiro, teve um aumento de 2 pontos (111 para 113) no indicador.

Análise por porte

Em relação ao porte dos negócios pesquisados, os donos de pequenas empresas (EPP) foram os mais confiantes em relação às suas atividades com o ISCON de 135 pontos, e tiveram a maior variação (18 pontos) entre os portes de empresas no período. As microempresas aparecem em segundo lugar (122) e os microempreendedores individuais (MEI) registraram o índice de confiança mais próximo da estabilidade (113).

Fonte: Sebrae Minas.

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