Polícia

Tecnologia leva Polícia Civil ao carro que atropelou e matou ciclista em Divinópolis

O trabalho de investigação da Polícia Civil foi decisivo para localizar o carro envolvido no atropelamento que matou o ciclista Bruno Barbosa, de 35 anos, na BR-494, em Divinópolis. O acidente ocorreu na manhã de sábado, 20 de junho, e o motorista fugiu do local sem prestar socorro. Desde então, equipes policiais passaram a reunir imagens, informações e vestígios para identificar o veículo e chegar ao condutor.

Logo após o registro da ocorrência, investigadores iniciaram buscas por câmeras de segurança instaladas nas proximidades da rodovia e em possíveis rotas de fuga. As imagens recolhidas ajudaram a indicar o caminho seguido pelo automóvel depois do atropelamento, mas a baixa qualidade de alguns registros dificultou, em um primeiro momento, a identificação completa da placa.

Com o avanço das diligências, a Polícia Civil passou a utilizar recursos tecnológicos para melhorar a leitura das imagens. Softwares de inteligência artificial auxiliaram na recuperação parcial dos caracteres da placa do veículo, permitindo que os investigadores cruzassem os dados disponíveis e reduzissem o campo de busca.

A partir da análise das imagens e do cruzamento de informações, os policiais chegaram ao proprietário registrado do carro. Inicialmente, a investigação apontou para um homem de 65 anos, mas os levantamentos indicaram que o perfil dele não correspondia ao do condutor procurado. Com isso, as atenções se voltaram para o filho do proprietário, um homem de 33 anos.

As equipes seguiram até um imóvel ligado ao investigado, em Perdigão, onde localizaram o veículo. O carro apresentava avarias na parte frontal direita, região compatível com o impacto registrado no atropelamento. A constatação reforçou a linha de investigação e levou ao acionamento da perícia para análise técnica do automóvel.

Segundo a Polícia Civil, foram encontrados vestígios compatíveis com o atropelamento, incluindo marcas relacionadas à bicicleta da vítima, danos na estrutura do veículo e sinais que podem estar ligados ao impacto sofrido por Bruno Barbosa. O automóvel foi apreendido e poderá passar por novas perícias, caso os investigadores considerem necessário.

O motorista não foi encontrado no local no momento das diligências. Posteriormente, ele se apresentou à Polícia Civil acompanhado de advogados, prestou depoimento e permaneceu em silêncio. Como a apresentação ocorreu fora do período de flagrante, ele foi liberado após ser ouvido, conforme prevê a legislação.

A Polícia Civil informou que a liberação não encerra as investigações. O inquérito segue em andamento para esclarecer toda a dinâmica do atropelamento, confirmar as circunstâncias da fuga, analisar os laudos periciais e definir as medidas legais cabíveis ao final da apuração.

A morte de Bruno Barbosa causou forte comoção em Divinópolis e na região. Familiares, amigos e integrantes da comunidade do ciclismo se mobilizaram nas redes sociais em busca de informações sobre o veículo envolvido. A campanha ajudou a ampliar o alcance do caso e reforçou a cobrança por justiça.

As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil em Divinópolis. Novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos, conclusão das perícias e formalização dos próximos atos no inquérito.

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