MPMG pede suspensão de R$ 1,8 milhão em shows da Festa da Banana

O Ministério Público de Minas Gerais entrou nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2026, com uma ação civil pública para suspender R$ 1.816.000,00 em despesas com artistas da 40ª Festa da Banana, em Santa Bárbara do Tugúrio, porque vê desproporção entre o gasto e a situação financeira do município; o pedido também mira a contratação dos cantores e a realização dos shows.
A ação questiona os contratos de Ana Castela, Gustavo Mioto, Muriel Alves, Igor Ferrari, Yuri e Troy e Delino Marçal.
Os números que pesaram contra a festa
O estudo que embasa a ação foi feito pela Central de Apoio Técnico (Ceat) do MPMG e analisou os lados financeiro, orçamentário e patrimonial das contratações. A conclusão apontou indícios de desproporcionalidade. O valor reservado só para os shows passa da arrecadação própria prevista para 2026, estimada em cerca de R$ 930 mil.
Os gastos com festividades saíram de cerca de R$ 1,6 milhão em 2024 para R$ 4,9 milhões em 2025. Na Festa da Banana, o aumento foi superior a 300% no período. Entre 2024 e 2026, o município fez remanejamentos orçamentários que somaram mais de R$ 4,6 milhões.
Promotor vê afronta à lei e pede trava nos pagamentos
O promotor de Justiça Vinicius de Souza Chaves sustenta que despesas desse tamanho afrontam os princípios constitucionais da razoabilidade, proporcionalidade, economicidade, eficiência e moralidade administrativa. Na Justiça, o MPMG pediu a suspensão dos pagamentos ligados aos contratos, o bloqueio do dinheiro ainda não desembolsado, a proibição dos shows já contratados e a limitação dos gastos municipais com eventos artísticos aos valores de 2024, corrigidos pela inflação.
Ministério Público de Minas Gerais.





















