Anvisa determina apreensão de Mounjaro falsificado e alerta consumidores sobre número de série incompatível

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de uma unidade falsificada do medicamento Mounjaro e proibiu sua comercialização, distribuição e uso em todo o território nacional. A medida foi publicada nesta quinta-feira, 30 de julho, após a identificação de um produto com características incompatíveis com os registros do fabricante, levantando indícios de falsificação e risco à saúde dos consumidores.
De acordo com a Anvisa, a ação foi adotada após comunicação da empresa Eli Lilly do Brasil, responsável pelo registro do medicamento no país. A fabricante informou que o produto analisado apresentava o lote D881474, que existe em seus registros, porém o número de série 302199651396 não corresponde a nenhuma unidade produzida ou distribuída pela empresa, caracterizando a possibilidade de falsificação.
A agência esclareceu que a determinação não significa que todo o lote D881474 seja falso. A irregularidade identificada está relacionada especificamente à unidade que apresenta o número de série incompatível informado pelo fabricante. Ainda assim, a Anvisa determinou a apreensão do produto irregular e proibiu sua circulação para evitar riscos aos pacientes.
O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida e é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, associado à alimentação adequada e à prática de atividades físicas. O medicamento também tem sido utilizado em alguns casos conforme indicação médica para o controle do peso, o que contribuiu para o aumento da procura pelo produto nos últimos meses.
Segundo a Anvisa, medicamentos falsificados representam um risco significativo à saúde pública, pois podem conter substâncias diferentes das declaradas, concentrações inadequadas dos princípios ativos, contaminação ou até mesmo não possuir qualquer efeito terapêutico. Por esse motivo, a identificação de produtos suspeitos exige a adoção imediata de medidas para impedir sua comercialização.
A agência orienta que consumidores adquiram medicamentos apenas em farmácias e drogarias regularizadas, sempre exigindo nota fiscal e verificando as informações presentes na embalagem. Também é importante observar a integridade da embalagem, o número do lote, o prazo de validade e os dispositivos de segurança utilizados pelo fabricante.
Caso o consumidor identifique qualquer irregularidade, como embalagens com erros de impressão, lacres violados, ausência de informações obrigatórias ou divergências nos dados do produto, a recomendação é interromper imediatamente o uso e comunicar a situação à Vigilância Sanitária ou à própria Anvisa.
Profissionais de saúde, distribuidores e estabelecimentos farmacêuticos também foram orientados a verificar cuidadosamente a procedência dos medicamentos comercializados e a impedir a circulação de produtos com suspeita de falsificação. A medida busca evitar que pacientes tenham acesso a medicamentos sem garantia de qualidade, eficácia e segurança.
A Anvisa reforçou que continuará monitorando o mercado farmacêutico e poderá adotar novas medidas caso sejam identificadas outras unidades irregulares ou novas tentativas de comercialização de medicamentos falsificados. A fiscalização faz parte das ações permanentes de proteção à saúde da população e de combate ao comércio ilegal de medicamentos no Brasil.





















