Anvisa determina recolhimento de lote de medicamento com paracetamol após identificar indícios de contaminação por bolor

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, da distribuição e do uso de um lote do medicamento Paramol 750 mg após identificar indícios de contaminação por bolor, popularmente conhecido como mofo. A medida foi publicada nesta quinta-feira, 30 de julho, e também estabelece o recolhimento de todas as unidades do lote afetado em circulação no país, como forma de evitar riscos aos consumidores.
A decisão atinge exclusivamente o lote 114053 do medicamento Paramol 750 mg, fabricado pela empresa Belfar Ltda., em embalagens contendo 200 comprimidos. De acordo com a Anvisa, foram identificados comprimidos com sujidade e aspecto sugestivo de contaminação por bolor, caracterizando um desvio de qualidade que motivou a adoção das medidas sanitárias.
O Paramol é um medicamento à base de paracetamol, utilizado para o alívio de dores leves e moderadas e para a redução da febre. A suspensão determinada pela Anvisa não se aplica aos demais lotes do produto nem a outros medicamentos que contenham paracetamol fabricados por empresas diferentes. A restrição envolve apenas o lote especificado na resolução publicada pela agência reguladora.
Segundo a Anvisa, a identificação de bolor ou de qualquer outro tipo de contaminação em medicamentos pode comprometer a qualidade, a eficácia e a segurança do produto. Por esse motivo, sempre que há confirmação de um desvio de qualidade, a agência pode determinar a suspensão da venda e o recolhimento preventivo dos lotes afetados, evitando que continuem sendo utilizados pela população.
A orientação é para que consumidores que possuam unidades do lote 114053 interrompam imediatamente o uso do medicamento. A recomendação também é procurar um farmacêutico ou um profissional de saúde para receber orientações sobre a substituição do produto e verificar os procedimentos de devolução ou recolhimento estabelecidos pelo fabricante.
Farmácias, drogarias, distribuidores e demais estabelecimentos que comercializam medicamentos também devem retirar imediatamente o lote das prateleiras e impedir sua venda, seguindo as determinações estabelecidas pela Anvisa. O recolhimento faz parte das medidas obrigatórias previstas na legislação sanitária para casos de desvio de qualidade em medicamentos.
A agência reforça que consumidores devem sempre observar informações como número do lote, data de fabricação e prazo de validade antes de utilizar qualquer medicamento. Caso sejam identificadas alterações na aparência dos comprimidos, como manchas, mudança de cor, presença de mofo ou qualquer outra característica incomum, o produto não deve ser utilizado e o fato deve ser comunicado aos órgãos de vigilância sanitária ou ao fabricante.
A Anvisa informou que continuará acompanhando o caso e fiscalizando o cumprimento da determinação de recolhimento em todo o território nacional. A medida integra as ações de monitoramento da qualidade de medicamentos comercializados no Brasil e busca reduzir riscos à saúde da população.





















