Brasil

Dólar sobe a R$ 5,187 e bolsa avança em dia de cautela

O dólar subiu nesta terça-feira (23), fechou a R$ 5,187 e marcou o maior nível desde 30 de março, enquanto o Ibovespa avançou a 171.258 pontos. A alta da moeda veio com a aversão ao risco global; a bolsa reagiu à ata do Copom, à queda do Nasdaq e ao recuo do petróleo.

Nesta terça-feira (23), o dólar avançou diante da piora do apetite por risco no mercado global e terminou no patamar mais alto em quase três meses, enquanto a bolsa brasileira fechou em alta moderada em São Paulo. A sessão foi marcada pela ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), por sinais vindos dos Estados Unidos e pela queda do petróleo.

Mercado externo pesa no câmbio

O dólar à vista encerrou o dia com valorização de 0,89%, cotado a R$ 5,187. Durante a sessão, chegou a tocar R$ 5,19. Foi o maior fechamento desde 30 de março.

O movimento refletiu a busca por proteção diante da expectativa por novos dados de inflação nos Estados Unidos, que podem influenciar as decisões do Federal Reserve sobre juros. Indicadores recentes de atividade econômica americana acima do esperado também reforçaram as apostas de manutenção de uma política monetária mais restritiva.

Nos Estados Unidos, o Nasdaq caiu cerca de 2%, afetado por uma realização de lucros em empresas de tecnologia e inteligência artificial. O mercado ainda acompanhou sinais de força da economia americana antes da divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal indicador de inflação monitorado pelo Fed.

Na Europa, dados mais fracos de atividade econômica ampliaram a cautela dos investidores.

Bolsa reage à ata do Copom

O Ibovespa fechou aos 171.258 pontos, com alta de 0,52%, depois de passar a manhã em queda na esteira do mau humor dos mercados internacionais. A recuperação veio com o avanço das ações da Petrobras, dos grandes bancos e das empresas ligadas ao ciclo econômico.

O recuo das taxas de juros futuros após a divulgação da ata da última reunião do Copom também ajudou a renda variável. No documento, o BC indicou a possibilidade de pausar o corte de juros, dependendo do cenário internacional.

A ata reduziu parte do desconforto provocado pelo comunicado divulgado após a reunião da semana passada, quando o Copom não mencionou os próximos passos para a Selic.

No petróleo, o dia terminou em baixa. O mercado acompanhou as negociações entre Estados Unidos e Irã e possíveis mudanças no fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz. O contrato do Brent para setembro, referência para a Petrobras, caiu 0,93%, para US$ 76,80 por barril. O WTI para agosto recuou 0,88%, para US$ 73,21 por barril.

A possibilidade de aumento da oferta com flexibilização de restrições ao petróleo iraniano pressionou os preços. Investidores seguem à espera de novos sinais sobre o equilíbrio do mercado global.

Com informações da Reuters.

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