Minas Gerais

PT confirma Patrus Ananias ao Governo de Minas Gerais e deixa vice ainda indefinido

O Partido dos Trabalhadores oficializou a candidatura do deputado federal Patrus Ananias ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante a convenção estadual realizada em 27 de julho, em Belo Horizonte, com a participação de dirigentes, parlamentares, militantes e representantes de partidos envolvidos nas negociações eleitorais.

A convenção encerrou a etapa interna de definição do nome que representará o PT na disputa pelo Palácio Tiradentes. A candidatura já vinha sendo discutida pela direção partidária, mas dependia da homologação prevista na legislação eleitoral para avançar ao processo de registro na Justiça Eleitoral.

O encontro também confirmou a ex-prefeita de Contagem Marília Campos como candidata ao Senado. A composição da chapa majoritária, entretanto, não foi concluída porque o partido ainda não anunciou quem ocupará a vaga de candidato a vice-governador.

A definição do vice permanece condicionada às conversas com partidos aliados. O PT pretende utilizar a vaga para ampliar a composição eleitoral e reunir legendas que apoiem Patrus Ananias em Minas Gerais e a candidatura presidencial do partido no cenário nacional.

Com a homologação, Patrus passa a representar oficialmente o PT na eleição estadual. O próximo passo será o pedido de registro da candidatura, acompanhado dos documentos exigidos, do programa de governo e das informações sobre a coligação.

A candidatura foi definida após um período de articulações entre dirigentes estaduais e nacionais. Durante parte da pré-campanha, o campo político ligado ao governo federal avaliou outros nomes e possíveis alianças para a disputa mineira.

A escolha de Patrus ocorreu depois que as negociações anteriores não resultaram na formação da chapa inicialmente planejada. A direção do PT passou então a defender uma candidatura própria e concentrou as discussões no nome do deputado federal.

Patrus confirmou que aceitaria participar da eleição estadual antes da convenção. Ao entrar na disputa, ele passou a assumir a tarefa de organizar o palanque do partido em Minas e de participar da campanha presidencial no segundo maior colégio eleitoral do país.

O candidato é deputado federal por Minas Gerais e exerce mandato referente ao período de 2023 a 2027. Ele integra a bancada do PT e a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

Patrus Ananias nasceu em Bocaiúva, no Norte de Minas, em 26 de janeiro de 1952. A trajetória política dele inclui passagens pelo Executivo municipal, pelo Congresso Nacional e pelo governo federal.

Ele foi prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1996. A administração municipal daquele período tornou-se uma das principais referências apresentadas pelo PT ao tratar da experiência de Patrus na gestão pública.

Antes de chegar à prefeitura, Patrus exerceu mandato de vereador na capital mineira. Posteriormente, foi eleito deputado federal e assumiu funções no governo federal durante administrações do PT.

Entre 2004 e 2010, Patrus comandou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Durante esse período, a pasta ficou responsável por políticas de assistência social, segurança alimentar e transferência de renda.

Em 2015, ele assumiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário. A atuação na pasta envolveu temas como agricultura familiar, reforma agrária, cooperativismo, produção de alimentos e políticas destinadas às comunidades rurais.

A experiência acumulada nessas áreas deverá integrar o discurso da campanha. O PT pretende apresentar propostas relacionadas ao combate à pobreza, à geração de emprego e renda, à segurança alimentar e ao fortalecimento dos serviços públicos estaduais.

A elaboração do programa de governo ainda passa por discussões internas e reuniões com representantes de diferentes setores. O documento deverá reunir propostas para saúde, educação, segurança pública, desenvolvimento econômico, infraestrutura, meio ambiente e políticas sociais.

A situação das rodovias estaduais também deverá aparecer no debate eleitoral. Minas Gerais possui uma extensa malha viária e enfrenta demandas relacionadas à manutenção, recuperação de trechos e melhoria da segurança nas estradas.

Na saúde, a campanha deverá tratar do funcionamento da rede estadual, da regionalização dos atendimentos e da relação entre o governo mineiro, os municípios e o Sistema Único de Saúde.

A educação deverá incluir discussões sobre as escolas estaduais, a valorização dos profissionais, a infraestrutura das unidades e o acesso dos estudantes às políticas de permanência e aprendizagem.

Outro tema previsto é a relação financeira entre o Estado e as prefeituras. Prefeitos e gestores municipais dependem de repasses estaduais para manter serviços e executar políticas públicas em diferentes áreas.

A candidatura de Marília Campos ao Senado também integra a estratégia eleitoral do PT. Ela administrou Contagem em diferentes mandatos e deixou a prefeitura para participar da eleição de 2026.

A chapa ainda poderá incorporar representantes de outras legendas antes da conclusão do registro. O partido busca uma composição que amplie o tempo de campanha, a presença regional e o apoio político ao candidato ao governo.

A ausência de um vice definido na convenção não impede a continuidade das negociações, desde que a composição seja concluída dentro do calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral. O nome escolhido precisará ser homologado e incluído no pedido de registro da chapa.

Patrus enfrentará candidatos de diferentes campos políticos na disputa pelo Governo de Minas. As convenções realizadas entre julho e agosto definem os nomes que participarão da eleição e as alianças que serão apresentadas aos eleitores.

A campanha deverá buscar votos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde Patrus construiu parte da carreira política, e também no interior do estado. A origem no Norte de Minas será utilizada na tentativa de ampliar a presença da candidatura em municípios fora da capital.

O candidato deverá participar de encontros regionais, reuniões com movimentos sociais, agendas com prefeitos, debates e atividades partidárias. O cronograma será organizado após a conclusão das definições da chapa e do registro eleitoral.

A eleição também representa o retorno de Patrus a uma disputa majoritária estadual. Em 2010, ele participou da eleição para o Governo de Minas como candidato a vice na chapa liderada por Hélio Costa.

Em 2012, Patrus concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte. Depois disso, concentrou a atuação política no mandato de deputado federal e nas funções exercidas no governo federal.

A oficialização da candidatura permite ao PT iniciar uma nova fase da campanha em Minas Gerais. O partido deverá trabalhar na divulgação do candidato, na formação das coordenações regionais e na apresentação das propostas aos eleitores.

A composição completa dependerá agora da escolha do candidato a vice e da confirmação dos partidos que integrarão a coligação. O registro da chapa na Justiça Eleitoral formalizará a participação de Patrus Ananias na disputa pelo Governo de Minas.

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