Assassino que saiu do presídio um dia antes mata casal a golpes brutais em Carmo do Cajuru

A madrugada desta quarta-feira (24) foi marcada por um crime bárbaro na comunidade de Santo Antônio da Serra, zona rural de Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Um homem de 65 anos e sua esposa, de 31 anos, foram assassinados dentro de um sítio onde moravam. O autor do duplo homicídio, de 33 anos, é parente da vítima feminina e havia deixado o presídio Floramar, em Divinópolis, apenas um dia antes.
Segundo a Polícia Militar, o assassino surpreendeu o casal por volta das 3h. Armado com um pedaço de madeira, ele iniciou uma luta corporal com o homem, golpeou violentamente as duas vítimas e, em seguida, ateou fogo em parte da casa antes de fugir. A brutalidade do ataque deixou a cena repleta de marcas de violência e destruição.
Testemunhas relataram que o assassino já possuía histórico de desentendimentos com o casal. A suspeita inicial é de que uma desavença pessoal tenha motivado o crime. O autor tem uma extensa ficha criminal, com passagens por tráfico de drogas, homicídio, furto, ameaça e uso de entorpecentes.
A Polícia Militar foi acionada imediatamente, mas ao chegar ao sítio encontrou o casal já sem vida. Equipes da perícia técnica da Polícia Civil compareceram ao local, recolheram vestígios e encaminharam os corpos para o Instituto Médico Legal (IML) de Divinópolis.
O incêndio provocado pelo assassino foi contido por vizinhos antes que se espalhasse por todo o imóvel. Moradores da região afirmaram que ouviram gritos e correram para ajudar, mas nada puderam fazer para salvar as vítimas. A ação rápida evitou que o fogo destruísse completamente a casa.
Até a manhã desta quarta-feira, o criminoso continuava foragido. A Polícia Militar intensificou o patrulhamento em Carmo do Cajuru e cidades vizinhas, utilizando viaturas e equipes especializadas para tentar localizar o assassino. Há indicativos de que ele pode ter fugido a pé pela zona rural, aproveitando o terreno de difícil acesso.
O crime gerou medo e indignação entre os moradores da comunidade, tradicionalmente pacata e marcada pela proximidade entre vizinhos. Muitos afirmaram que o casal era trabalhador e sem histórico de envolvimento em crimes. A brutalidade da execução reforçou o clima de revolta.
As autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo 181, o Disque Denúncia Unificado, ou diretamente às equipes policiais. A prioridade das forças de segurança é localizar o assassino e levá-lo de volta à prisão.
A Polícia Civil de Carmo do Cajuru assumiu as investigações. O delegado responsável afirmou que a linha mais forte apura motivação por vingança ou desavença familiar, mas não descarta outras hipóteses. O inquérito deve reunir provas e testemunhos para embasar a responsabilização do autor.
O caso também acendeu o debate sobre a reincidência criminal. O fato de o assassino ter deixado o presídio Floramar menos de 24 horas antes do crime aumentou a indignação da comunidade, que questiona as condições de soltura de presos de alta periculosidade.
Familiares e amigos das vítimas se preparam para o velório e sepultamento ainda nesta quarta-feira. A tragédia deixa um rastro de dor e revolta em Carmo do Cajuru, onde moradores clamam por justiça e pela rápida captura do assassino.





















