Divinópolis

Divinópolis alerta para vacinação contra hepatite B após 16 casos confirmados

Divinópolis registrou 16 casos de hepatites virais confirmados por exames laboratoriais em 2026, segundo dados do painel municipal extraídos em 13 de agosto. Diante dos registros, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) reforça a orientação para que a população mantenha a vacinação contra a hepatite B em dia. O imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas salas de vacinação das unidades de saúde, em ações itinerantes e no vacimóvel.

Ao todo, o painel municipal apresenta 17 notificações de hepatites virais neste ano. Dessas, 16 tiveram confirmação laboratorial, enquanto um registro foi classificado como cicatriz sorológica. Como os números são provenientes do sistema de notificação, eles ainda podem passar por atualizações conforme novas informações sejam inseridas ou revisadas.

A hepatite C representa a maior parte dos casos confirmados no município. Dos 16 registros, 12 correspondem à hepatite C, o equivalente a 75% do total. Outros dois casos são de hepatite A e dois de hepatite B. Em relação à evolução clínica, 14 registros são classificados como forma crônica da doença e dois como forma aguda.

Os dados também mostram predominância de homens entre os casos confirmados. São 12 pacientes do sexo masculino, correspondentes a 75% do total, e quatro mulheres, que representam 25%. A maior concentração ocorre entre pessoas com 50 anos ou mais, faixa que reúne 11 dos 16 casos registrados no município.

Entre as faixas etárias, pessoas de 50 a 59 anos concentram cinco registros. Outros três casos foram identificados entre pessoas de 60 a 69 anos e três entre aquelas de 70 a 79 anos. Há ainda dois registros na faixa de 30 a 39 anos, dois entre 40 e 49 anos e um caso envolvendo uma criança com idade entre 1 e 9 anos.

Os casos estão distribuídos por diferentes regiões de Divinópolis. O Centro aparece com três registros, enquanto a Vila das Roseiras contabiliza dois. Outros bairros apresentam um caso cada. Os dados permitem acompanhar a distribuição das hepatites virais no município e orientar ações relacionadas à prevenção, diagnóstico e acompanhamento dos pacientes.

A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra a hepatite B. O imunizante está disponível gratuitamente para pessoas que ainda não foram vacinadas ou que estejam com o esquema incompleto, independentemente da idade. Para verificar a situação vacinal, é recomendado procurar uma unidade de saúde com documento de identificação e, preferencialmente, o cartão de vacinação.

Para crianças, a proteção contra a hepatite B começa ainda no nascimento e continua conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Entre adultos que precisam iniciar o esquema, de forma geral, são indicadas três doses, mas a quantidade e os intervalos devem ser definidos conforme o histórico de vacinação e a avaliação da equipe de saúde.

O sistema de vacinação registra 11.177 aplicações relacionadas à hepatite B nas diferentes faixas etárias apresentadas pelo painel municipal. O número representa registros de vacinação e não deve ser interpretado necessariamente como a quantidade de pessoas únicas imunizadas, já que uma mesma pessoa pode receber mais de uma dose durante o esquema.

A hepatite A também pode ser evitada por meio da vacinação, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação e as condições estabelecidas pelo SUS. A transmissão ocorre principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados e também pode estar relacionada a condições inadequadas de higiene e saneamento. Diferentemente das hepatites B e C, a hepatite A não evolui para uma infecção crônica.

Além da vacinação, medidas de higiene contribuem para reduzir o risco de hepatite A, como lavar corretamente as mãos, higienizar os alimentos antes do consumo e utilizar água própria para consumo. Já as hepatites B e C podem apresentar evolução silenciosa e permanecer sem sintomas durante períodos prolongados, o que reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento médico.

O enfermeiro da Central de Imunização Arlindo Ribeiro de Oliveira destaca que a manutenção do esquema vacinal é uma medida de proteção contra as formas preveníveis das hepatites. Casos crônicos podem provocar complicações como cirrose e câncer de fígado, por isso pessoas que não sabem se receberam todas as doses devem procurar uma unidade de saúde para avaliação do histórico vacinal.

A orientação é que moradores confiram regularmente a caderneta de vacinação e procurem os serviços de saúde caso existam dúvidas sobre doses pendentes. A equipe poderá verificar os registros disponíveis e indicar a necessidade de iniciar ou completar o esquema de imunização.

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