Polícia

Menina autista de 7 anos morre após se engasgar com carne durante merenda em escola de Minas Gerais

Uma menina de 7 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), morreu nesta quarta-feira, 12 de agosto, após se engasgar com um pedaço de carne durante a merenda em uma escola municipal de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A criança foi identificada como Emanuelly Lana Martins Soares. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e recebeu atendimento ainda dentro da unidade de ensino, mas não respondeu às tentativas de reanimação realizadas pelas equipes de emergência.

O caso aconteceu na escola atualmente denominada Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, anteriormente chamada de Escola Municipal Professora Maria José Gatti Carlos, localizada no bairro Liberdade. As informações atualizadas indicam que Emanuelly se alimentava durante o horário da merenda quando ocorreu a obstrução das vias aéreas provocada por um pedaço de carne. A situação mobilizou funcionários da unidade, profissionais de uma unidade de saúde próxima, Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Emanuelly tinha diagnóstico de autismo e deveria contar com acompanhamento de uma professora de apoio durante a rotina escolar. Segundo informações apresentadas por pessoas próximas à família, a profissional não estava com a menina no momento em que aconteceu o engasgo. A ausência desse acompanhamento passou a fazer parte dos questionamentos levantados após a morte da criança e deverá ser analisada durante a apuração administrativa aberta para esclarecer o ocorrido.

Após perceberem a situação, profissionais da escola iniciaram os primeiros procedimentos e acionaram o atendimento de emergência. Durante o chamado ao Corpo de Bombeiros, foram transmitidas por telefone orientações sobre as medidas indicadas para casos de obstrução das vias aéreas. Uma médica da Unidade Básica de Saúde Liberdade também estava na escola e realizou manobras de ressuscitação cardiopulmonar enquanto as equipes especializadas se deslocavam até o local.

Uma Unidade de Suporte Avançado do Samu chegou à unidade de ensino e deu continuidade ao atendimento. O Corpo de Bombeiros também enviou uma equipe para a ocorrência. As tentativas de reanimação se estenderam por vários minutos, mas Emanuelly não apresentou resposta aos procedimentos. A morte da criança foi confirmada ainda dentro da escola.

Informações divulgadas após o caso apontam que o Samu teria levado cerca de 15 minutos para chegar até a unidade e que as manobras de reanimação continuaram por aproximadamente 40 minutos. Apesar dos procedimentos realizados pelos profissionais, não foi possível reverter a parada cardiorrespiratória. A família foi comunicada após a confirmação do óbito.

A condição de Emanuelly também passou a integrar a apuração porque crianças com necessidades específicas podem necessitar de acompanhamento individual durante diferentes momentos da rotina escolar. A existência ou não desse acompanhamento no horário da alimentação e as circunstâncias em que a criança ficou sem a professora de apoio estão entre os pontos que deverão ser esclarecidos. Até o momento, não há conclusão de que a ausência da profissional tenha provocado ou contribuído diretamente para a morte.

Após a ocorrência, as atividades na unidade de ensino foram interrompidas. Também foi determinada a abertura de uma sindicância administrativa para apurar internamente o episódio, incluindo os procedimentos adotados antes e depois do engasgo. A investigação deverá esclarecer a sequência dos acontecimentos, a assistência oferecida à estudante e as condições existentes no momento da merenda.

As primeiras informações divulgadas sobre o caso indicavam apenas que a menina havia se engasgado durante o recreio e sofrido uma parada cardiorrespiratória. Ao longo da tarde, novos detalhes confirmaram a identidade da criança, o diagnóstico de autismo e que a obstrução das vias aéreas ocorreu enquanto ela comia um pedaço de carne servido na merenda escolar.

O caso continuará sendo apurado para esclarecer todos os procedimentos adotados dentro da escola e as circunstâncias da morte de Emanuelly. A sindicância deverá analisar também a situação do acompanhamento destinado à estudante e reunir depoimentos e outros elementos relacionados ao atendimento prestado no momento do engasgo.

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