Carro suspeito de ter sido usado em homicídio é encontrado incendiado perto do lixão de Divinópolis; veja o vídeo

Um carro completamente incendiado foi encontrado nesta sexta-feira, 14 de agosto, nas proximidades do lixão de Divinópolis, horas depois do homicídio registrado no bairro Manoel Valinhas. A Polícia Militar trabalha com a suspeita de que o automóvel possa ter sido utilizado pelos envolvidos no assassinato de um jovem de 19 anos, morto a tiros dentro de um Chevrolet Classic na Rua Belvedere. Uma equipe policial foi enviada ao local onde o veículo queimado foi localizado e a perícia foi acionada para realizar os levantamentos necessários.
A ligação entre o carro incendiado e o homicídio ainda não foi oficialmente confirmada. Durante os primeiros levantamentos sobre o assassinato, a Polícia Militar recebeu informações de que os autores teriam utilizado um veículo de cor preta para perseguir a vítima. Um Fiat Argo preto apareceu entre as características repassadas às equipes durante as diligências. A perícia deverá verificar elementos do automóvel queimado que possam confirmar ou descartar a participação dele no crime ocorrido durante a manhã.
O homicídio aconteceu na Rua Belvedere, no bairro Manoel Valinhas, nas proximidades da Faculdade Anhanguera. A vítima estava em um Chevrolet Classic quando foi perseguida por ocupantes de outro veículo. Conforme os levantamentos policiais, os autores teriam tentado abordar o carro alguns quarteirões antes do ponto onde o homicídio foi consumado. Durante essa primeira tentativa, disparos já teriam sido efetuados, mas o jovem conseguiu continuar dirigindo.
A perseguição continuou até que os suspeitos alcançaram novamente o Chevrolet Classic. O jovem foi atingido por disparos e morreu dentro do automóvel. Os trabalhos realizados no local apontaram seis perfurações provocadas por tiros no corpo da vítima. Estojos de munições dos calibres 9 milímetros e .40 também foram recolhidos durante a perícia, tanto na via quanto no interior do veículo. O material será analisado durante a investigação para auxiliar na reconstrução da dinâmica e na identificação das armas utilizadas.
Durante os levantamentos realizados no carro da vítima, também foram encontrados três tabletes de substância semelhante à maconha e dez papelotes de substância semelhante à cocaína, além de dois aparelhos celulares. Todo o material foi recolhido e encaminhado para os procedimentos policiais. Os telefones poderão ser submetidos à análise no decorrer da investigação, conforme autorização e procedimentos legais, para verificar informações que possam contribuir para a identificação dos envolvidos e para o esclarecimento da motivação do homicídio.
A Polícia Militar informou que o jovem morto possuía registros policiais anteriores relacionados ao tráfico de drogas. Ele havia sido preso anteriormente em Divinópolis e encaminhado ao Presídio Floramar, de onde saiu em fevereiro deste ano, cerca de cinco meses antes do homicídio. Apesar desse histórico e das substâncias encontradas no Chevrolet Classic, ainda não existe confirmação de que o assassinato tenha relação direta com o tráfico de drogas. Essa possibilidade deverá ser analisada pela Polícia Civil juntamente com outras linhas de investigação.
A localização do automóvel incendiado passou a integrar as diligências realizadas pelas forças de segurança ainda nesta sexta-feira. Como o veículo foi encontrado após o homicídio e apresenta características que podem ter relação com aquelas inicialmente informadas aos policiais, a área foi preservada para o trabalho da perícia. Os levantamentos deverão buscar identificar o modelo, a procedência e outras características do carro, além de possíveis vestígios que tenham resistido ao incêndio.
Até o momento, a polícia não confirmou se o automóvel encontrado próximo ao lixão é efetivamente o mesmo usado na perseguição e na fuga dos autores. Também não há confirmação de que o incêndio tenha sido provocado com o objetivo de destruir provas. Essas circunstâncias dependerão dos exames periciais e do avanço da investigação. A Polícia Militar continua realizando diligências para localizar pessoas suspeitas de envolvimento no crime e levantar informações sobre o trajeto realizado antes e depois dos disparos.
Imagens de câmeras de segurança existentes na região do Manoel Valinhas e em outros pontos da cidade poderão contribuir para a investigação. A sequência registrada antes do homicídio poderá ajudar a identificar o veículo utilizado pelos suspeitos, estabelecer o percurso da perseguição e verificar se o automóvel seguiu em direção à região onde o carro incendiado foi posteriormente encontrado. Os investigadores também poderão comparar características visuais dos veículos e horários registrados pelas câmeras.
O homicídio registrado nesta sexta-feira é o 16º contabilizado em Divinópolis em 2026. A Polícia Civil ficará responsável por aprofundar as investigações sobre a autoria e a motivação do assassinato, além de verificar a possível relação entre o veículo incendiado e o crime no Manoel Valinhas. Até a última atualização, não havia informação oficial sobre a prisão dos responsáveis pelos disparos.
A perícia realizada no carro encontrado próximo ao lixão será uma das etapas para esclarecer se os dois acontecimentos estão relacionados. Caso a vinculação seja confirmada, o veículo poderá fornecer novos elementos sobre a fuga dos autores e sobre a preparação da ação. Enquanto os exames não forem concluídos, a Polícia Militar mantém a informação como suspeita e as diligências seguem em andamento.










