Polícia

Mulher presa por morte de idoso em Formiga é investigada por ataques em Arcos

A mulher de 24 anos presa após a morte de um idoso de 81 anos em Formiga também é investigada por uma sequência de ataques com faca registrados em Arcos, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A suspeita foi localizada na tarde de terça-feira, 11 de agosto, no bairro Calcita, em Arcos, depois de diligências realizadas pelas forças de segurança. Com ela, os policiais encontraram uma faca com respingos que podem ser de sangue, além de uma porção de substância semelhante à maconha. O material foi apreendido e encaminhado junto com a mulher para os procedimentos policiais.

O caso mais grave ocorreu na segunda-feira (10), em Formiga. José Eustáquio Ferreira, conhecido como Zé Cassiano, de 81 anos, seguia de bicicleta quando foi atacado por uma mulher. Câmeras de segurança registraram o momento em que a agressora cruza com o idoso, retira uma faca da bolsa e desfere o golpe. Mesmo ferido, José Eustáquio ainda conseguiu seguir por alguns metros e pedir ajuda antes de ser socorrido.

A vítima foi levada para atendimento médico em estado grave, mas não resistiu ao ferimento e morreu posteriormente. Antes de ser encaminhado para a unidade de saúde, José Eustáquio chegou a relatar às pessoas que prestaram socorro que não conhecia a mulher que o havia atacado. Até esta quarta-feira (12), não havia sido divulgada uma motivação para o homicídio.

As imagens das câmeras de segurança ajudaram na identificação da suspeita. Depois do homicídio, as equipes policiais iniciaram buscas e levantamentos na região. A mulher foi identificada ainda na segunda-feira, mas não chegou a ser localizada naquele momento. As diligências continuaram e terminaram por volta das 17h de terça-feira, quando ela foi abordada em Arcos, cidade situada a aproximadamente 30 quilômetros de Formiga.

A investigação ganhou novos elementos porque a mulher também é apontada como possível responsável por outros ataques com faca ocorridos anteriormente em Arcos. Um dos sobreviventes relatou que voltava de uma missa por volta das 8h quando encontrou a suspeita parada perto de um beco. Segundo o relato, ele passou pela mulher, cumprimentou-a e continuou caminhando. Ao virar de costas, foi atingido por uma facada. A vítima conseguiu fugir e procurar atendimento médico.

Enquanto recebia atendimento, o homem soube que outra pessoa também havia chegado à unidade de saúde relatando ter sido vítima de um ataque semelhante. Esse segundo episódio teria acontecido nas proximidades da rodoviária de Arcos. A Polícia Civil deverá analisar os registros e os depoimentos das vítimas para determinar se os dois casos foram praticados pela mesma mulher presa nesta semana.

A Polícia Militar informou que os ataques registrados em Arcos apresentam características semelhantes ao homicídio ocorrido em Formiga. A possível ligação entre os episódios é uma das principais linhas de apuração. Até agora, entretanto, cada ocorrência ainda precisa ser analisada individualmente para que a participação da mulher seja formalmente estabelecida em todos os casos.

A faca apreendida durante a prisão também deverá passar por análise. Os policiais relataram a presença de respingos que podem ser de sangue no objeto, mas ainda será necessário trabalho pericial para determinar a natureza do material e verificar se existe relação entre a arma e algum dos ataques investigados. A substância semelhante à maconha encontrada com a mulher também foi apreendida e apresentada à autoridade policial.

Informações divulgadas após a prisão indicam que a mulher não possui antecedentes criminais graves conhecidos. Também não havia, até esta quarta-feira, confirmação de eventual transtorno mental ou de uso habitual de drogas. Durante a abordagem, ela teria permanecido mais calada e não apresentou aos militares uma explicação para a sequência de ocorrências investigadas. Esses pontos deverão ser aprofundados pela Polícia Civil durante os depoimentos e demais procedimentos.

Após a prisão em Arcos, a mulher foi conduzida para a Delegacia de Polícia Civil juntamente com os materiais apreendidos. A investigação deverá reunir as imagens do homicídio, os registros dos ataques ocorridos em Arcos, depoimentos das vítimas sobreviventes, testemunhas e resultados de exames periciais para reconstruir os deslocamentos da suspeita e esclarecer se todos os episódios estão relacionados.

A motivação dos ataques permanece sem esclarecimento. No caso de José Eustáquio, as informações disponíveis indicam que vítima e agressora não se conheciam. A Polícia Civil também deverá verificar se existia algum vínculo entre a mulher e as vítimas de Arcos ou se os ataques ocorreram sem contato anterior entre os envolvidos.

A mulher permanece à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações. A apuração deverá esclarecer, entre outros pontos, se a faca encontrada durante a prisão foi utilizada no homicídio de Formiga, quantos ataques podem ser atribuídos à mesma pessoa e o que teria motivado as agressões registradas entre Arcos e Formiga nos últimos dias.

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