Quem é Alex Diniz, empresário que assumirá vaga de Cleitinho no Senado caso o senador seja eleito governador de Minas Gerais

Caso Cleitinho Azevedo (Republicanos) seja eleito governador de Minas Gerais e deixe o Senado Federal para assumir o Palácio Tiradentes, uma mudança ocorrerá também na representação mineira no Congresso Nacional. O empresário Alex Sandro Coelho Diniz, de Governador Valadares, é o primeiro suplente do senador e será o primeiro nome convocado para ocupar a cadeira aberta com uma eventual saída definitiva do titular.
A condição de Alex Diniz está registrada oficialmente pelo Senado Federal. A composição da chapa apresenta Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho, como titular; Alex Sandro Coelho Diniz como primeiro suplente; e Wander de Souza como segundo suplente. O mandato conquistado nas eleições de 2022 começou em 2023 e termina em 2031.
Isso significa que a eleição para o Governo de Minas em 2026 poderá ter consequência direta sobre uma das três cadeiras do estado no Senado. Se Cleitinho vencer a disputa estadual e deixar definitivamente o mandato parlamentar para assumir o Executivo mineiro, Alex poderá passar da condição de suplente para senador durante o período restante do mandato.
A substituição está prevista nas regras constitucionais aplicadas ao Congresso Nacional. O suplente é convocado nos casos de vaga, além de outras situações estabelecidas pela Constituição e pelo Regimento Interno do Senado. Portanto, uma eventual saída definitiva de Cleitinho não deixaria a cadeira mineira desocupada.
A chegada de Alex ao Senado também não dependeria de uma nova candidatura dele ao cargo nas eleições de 2026. A suplência foi definida juntamente com a chapa escolhida pelos eleitores mineiros em 2022, e o Senado mantém atualmente o empresário como primeiro na linha de substituição de Cleitinho.
Mas quem é o empresário que poderá ocupar uma cadeira no Senado caso Cleitinho seja eleito governador? Alex Sandro Coelho Diniz é natural de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e construiu sua trajetória principalmente no setor empresarial antes de passar a participar de forma mais direta da política mineira.
Alex integra a família responsável pelo Coelho Diniz Supermercados, grupo empresarial que nasceu em Governador Valadares e se expandiu para diferentes cidades do Leste de Minas Gerais. A trajetória comercial da família começou antes da entrada de Alex na política e permanece como a principal referência de sua atuação profissional.
Segundo informações disponibilizadas pela própria rede, o Coelho Diniz possui 22 lojas distribuídas por sete cidades do Leste de Minas. As unidades estão presentes em Governador Valadares, Caratinga, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Timóteo, Manhuaçu e Teófilo Otoni.
O grupo também mantém um centro de distribuição em Governador Valadares. A cidade continua sendo a principal referência empresarial da família e concentra parte significativa da estrutura construída pela rede ao longo de mais de três décadas de atividades.
A empresa informa que iniciou suas atividades há mais de 30 anos. A expansão ocorreu a partir de Governador Valadares para outras cidades do Leste mineiro, ampliando a presença dos Coelho Diniz no varejo regional.
Alex não é o único integrante da família ligado aos negócios. A estrutura empresarial inclui outros irmãos, entre eles André Luiz, Fábio, Helton e Henrique Coelho Diniz. Ao longo dos últimos anos, a atuação da família ultrapassou os limites da rede regional de supermercados.
Um dos movimentos que ampliaram a projeção nacional dos Coelho Diniz ocorreu com a compra de participação no Grupo Pão de Açúcar (GPA). Em 2025, integrantes da família chegaram a reunir aproximadamente 24,6% do capital da companhia, passando a ter participação relevante na estrutura acionária do grupo varejista.
Documentos disponibilizados por meio da Comissão de Valores Mobiliários também registraram Alex Sandro Coelho Diniz entre integrantes da família envolvidos nas participações relacionadas ao GPA. A movimentação colocou empresários do Leste de Minas entre acionistas de referência de uma companhia nacional do setor de varejo.
Apesar da trajetória empresarial, a relação de Alex com a política passou a ganhar maior visibilidade nas eleições de 2022. Naquele ano, ele aceitou integrar como primeiro suplente a candidatura de Cleitinho ao Senado por Minas Gerais.
Com a vitória da chapa, Alex passou oficialmente a ocupar a primeira posição na suplência. Desde então, seu nome permanece vinculado ao mandato de Cleitinho, mesmo sem exercer atualmente as funções parlamentares de um senador em Brasília.
Cleitinho foi eleito para um mandato de oito anos. O registro oficial do Senado aponta o período de 2023 a 2031, o que significa que uma eventual saída para assumir o Governo de Minas no início de 2027 ainda deixaria aproximadamente quatro anos de mandato pela frente.
Alex, portanto, poderá permanecer no Senado até o término do mandato originalmente conquistado pela chapa, caso haja a vacância definitiva e ele assuma como primeiro suplente. A duração dependerá da formalização da saída do titular e das regras aplicáveis à sucessão parlamentar.
A entrada de Alex na chapa também aproximou ainda mais a família Coelho Diniz da política institucional. O empresário é irmão do deputado federal Hercílio Coelho Diniz, parlamentar mineiro que já exerce mandato na Câmara dos Deputados.
Dessa forma, uma eventual posse de Alex no Senado poderia colocar integrantes da mesma família simultaneamente nas duas Casas do Congresso Nacional: Hercílio na Câmara dos Deputados e Alex no Senado. Os mandatos, porém, têm origens eleitorais e atribuições distintas.
Depois das eleições de 2022, Alex continuou envolvido nas articulações políticas de Governador Valadares. Em 2024, rompeu com o Republicanos durante as movimentações relacionadas à eleição municipal e posteriormente se filiou ao PL, partido pelo qual passou a participar das articulações para 2026.
A mudança de legenda não retirou do empresário a condição de primeiro suplente da chapa eleita anteriormente. O registro atualizado do Senado continua apresentando Alex Diniz imediatamente depois de Cleitinho na composição oficial do mandato mineiro.
A possibilidade concreta de uma mudança no Senado ganhou força após a definição do cenário eleitoral para o Governo de Minas. Na sexta-feira, 7 de agosto de 2026, o Republicanos confirmou Cleitinho na disputa pelo Palácio Tiradentes após uma sequência de negociações e mudanças de posicionamento sobre a candidatura.
O partido informou que Cleitinho permaneceria como candidato próprio ao Governo de Minas. O ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão, também do Republicanos, foi definido para integrar a chapa como candidato a vice-governador.
Com a candidatura confirmada, a situação de Alex Diniz passa a depender diretamente do resultado das urnas. Se Cleitinho não vencer a eleição e permanecer no Senado, o empresário continuará como primeiro suplente, salvo alguma outra hipótese legal que provoque a convocação.
Se Cleitinho for eleito governador, a mudança também não ocorre simplesmente com a divulgação do resultado eleitoral. O senador precisa deixar o mandato para assumir o novo cargo, e o Senado realiza os procedimentos necessários para a convocação e posse do suplente.
Uma vez empossado, Alex passará a exercer as atribuições correspondentes à cadeira de senador por Minas Gerais. A função inclui participação nas sessões do plenário, votações de projetos e propostas de emenda à Constituição, atuação em comissões e demais atividades previstas para os membros do Senado.
Minas Gerais possui três representantes no Senado, cada um eleito para mandato de oito anos. Por isso, uma eventual posse de Alex não criaria uma cadeira adicional para o estado, mas representaria a substituição do titular da vaga conquistada por Cleitinho nas eleições de 2022.
O Senado também registra Wander de Souza como segundo suplente da mesma chapa. Ele aparece depois de Alex na composição oficial e integra a linha sucessória do mandato para as hipóteses previstas nas regras parlamentares.
A possibilidade de Alex assumir o Senado também aumenta a projeção política de Governador Valadares. Até agora, a maior parte de sua trajetória esteve relacionada ao setor empresarial e às articulações políticas regionais, enquanto a suplência permaneceu sem exercício efetivo do mandato.
Se chegar à Casa, essa será uma mudança de dimensão na trajetória pública do empresário. Ele deixará a condição de primeiro suplente e passará a atuar diretamente no Legislativo federal, representando Minas Gerais durante o período restante da cadeira conquistada pela chapa em 2022.
A eventual posse também ocorrerá em um momento no qual a família Coelho Diniz já tem presença no cenário empresarial nacional, além da atuação política do deputado federal Hercílio Coelho Diniz. Alex levaria ao Senado uma trajetória ligada principalmente ao comércio varejista de Governador Valadares e à expansão dos negócios da família.
Até que o resultado das eleições seja conhecido e uma eventual saída de Cleitinho seja formalizada, entretanto, não há mudança na composição da bancada mineira. Cleitinho continua senador em exercício, Alex Diniz permanece como primeiro suplente e Wander de Souza como segundo suplente, conforme o registro oficial do Senado consultado neste domingo (9).
Assim, a disputa pelo Governo de Minas poderá produzir um efeito que ultrapassa a composição do Executivo estadual. Caso Cleitinho seja eleito governador e deixe definitivamente o Senado, Alex Sandro Coelho Diniz será o primeiro suplente chamado para ocupar a cadeira mineira, levando ao Congresso um empresário cuja trajetória foi construída principalmente em Governador Valadares e no setor supermercadista.





















