Minas Gerais

Denunciada pelo MPMG por envolvimento em esquema de exploração sexual de travestis tem nova prisão decretada em Uberlândia

Ex-vereadora estava presa preventivamente desde novembro de 2021 em consequência da Operação Libertas. Mesmo acautelada ela seguia cometendo crimes no interior do estabelecimento prisional.

Presa preventivamente desde novembro de 2021 pelo cometimento de diversos crimes, dentre eles tentativa de latrocínio, extorsão e tentativa de homicídio, a ex-vereadora de Uberlândia, Pâmela Volp, teve nova prisão preventiva decretada nesta quarta-feira, 13 de julho, a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Dessa vez a prisão foi solicitada pelo cometimento de crimes dentro da Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga. A decisão foi da 3ª Vara Criminal de Uberlândia. Outras duas pessoas também tiveram as prisões preventivas decretadas por participação nos crimes ocorridos dentro do presídio.

De acordo com a denúncia oferecida no dia 29 de junho deste ano, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 13ª Promotoria de Justiça de Uberlândia, “mesmo acautelada preventivamente pela prática de outros delitos, a denunciada Pâmela Volp não cessou suas atividades criminosas. As investigações evidenciaram a prática de diversos crimes no interior do estabelecimento prisional, dentre os quais o crime de estupro”.

Segundo o MPMG, “sob o comando da denunciada, cientes da ilicitude e reprovabilidade de suas condutas, Paulo Roberto e José Aldo constrangeram, mediante grave ameaça, a vítima D.J.R. a praticar atos libidinosos. Pâmela ordenou que a vítima mantivesse relações sexuais com o denunciado Paulo Roberto. No dia dos fatos, o denunciado José Aldo, cumprindo ordem dada pela denunciada, obrigou a vítima a adentrar no interior da cela nº 4, do Pavilhão LGBTQIAP+, e lá a constrangeu, mediante ameaça de morte, para que a vítima permitisse a prática de atos libidinosos”, destaca a denúncia.

Para o juízo da 3ª Vara Criminal de Uberlândia, “a prisão demonstra-se necessária para a garantia da instrução processual, tendo em vista o poder de dominação, não só sobre outros detentos, mas como também pode ocorrer intimidação de testemunhas, familiares e vítima, já que tal prática ocorre até mesmo dentro do presídio, onde encontram-se acautelados”.

Conforme o MPMG, Pâmela responde por diversos delitos, dentre eles tentativa de latrocínio, extorsão e tentativa de homicídio, sem prejuízo da investigação em andamento perante o Gaeco de Uberlândia.
Além da ex-vereadora, a Justiça decretou a prisão preventiva de Paulo Roberto Faria Silva e José Aldo Gomes da Silva. Paulo já havia sido preso pelo crime de homicídio duplamente qualificado e José Aldo Gomes cumpre pena em regime fechado.

Fonte: Ministério Público de Minas Gerais

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