Minas Gerais registra aumento de ataques de aranha-marrom, com cinco mortes; saiba como se proteger

Os avanços do desmatamento e das construções aliado a temperaturas altas, que ainda podem ser registradas mesmo no outono, acendem um alerta para acidentes envolvendo a aranha-marrom. Em Minas Gerais, 524 acidentes foram registrados em 2024 por picada da aranha. Cinco pessoas morreram em 2024 e uma morte já foi registrada esse ano. Nos dois primeiros meses de 2025, os ataques cresceram em relação ao ano anterior. Originalmente, a aranha-marrom vivia em grutas e ambientes rochosos, úmidos e preservados ao redor das cidades. O comportamento delas, no entanto, mudou com o avanço do desmatamento para construções. A aranha-marrom pode ser encontrada em casas de construções antigas, porões, acumulados de entulho, materiais de construção empilhados, forros de telhados, atrás de móveis, fendas entre tábuas, rodapés e estrados de camas, cascas de árvores, fendas de barrancos, rochas, atrás de livros e quadros, dentro de tijolos, além de áreas escuras e secas para se abrigar e se alimentar.
Para prevenir acidentes, é essencial inspecionar roupas, calçados e roupas de cama antes de usá-los, além de utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) ao realizar atividades de risco, como o manuseio de entulho e o transporte de lenha.
Em busca de alimento, a aranha-marrom utiliza a teia, que possui formato semelhante a um chumaço de algodão, para capturar insetos como baratas, moscas, traças, formigas, pulgas e cupins.
A pessoa que foi picada pode apresentar sintomas como dor de cabeça e pelo corpo, mal-estar, febre e náuseas. Em casos mais graves, as vítimas ainda podem sofrer falência renal, principalmente em idosos e crianças, convulsões, icterícia, anemia aguda, urinar sangue e entrar em coma, podendo levar à morte. Em caso de acidente, deve-se lavar o local do ferimento com água e sabão para mantê-lo limpo; não cobrir a ferida nem fazer qualquer outro procedimento.
Em caso de picada, outra recomendação é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível.
Se for possível, o paciente deve levar a aranha capturada em um recipiente, esteja ela viva ou morta.
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