Minas Gerais

MPMG deflagra 2ª fase da Operação Áquila para desmantelar associação criminosa, ligada ao PCC, atuante no Sul do estado

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 4 de agosto, a 2ª fase da Operação Áquila, destinada a desmantelar associação criminosa atuante na região, com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), dedicada ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico, com envolvimento, outrossim, com a prática de outros crimes graves na busca da supremacia dentro da atividade ilícita.

O MPMG ofereceu denúncia contra oito pessoas pela prática de 13 crimes ligados ao tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte de arma de fogo, disparo de arma de fogo e maus tratos a animais. Dezesseis mandados judiciais estão sendo cumpridos, sendo oito de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.

A operação está sendo conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo Varginha, e pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Varginha, em ação conjunta com as Polícias Civil e Militar.
  

Conforme o Gaeco, durante as investigações foram colhidos elementos que apontam que o tráfico era comandado do interior de estabelecimentos prisionais e com uso de violência, grave ameaça e emprego de armas de fogo.

Ainda de acordo com o Gaeco, em um episódio, como forma de intimidar um desafeto, um dos denunciados efetuou disparos de arma de fogo na frente de sua residência, atingindo, inclusive, um cachorro que estava no imóvel.

Segundo as apurações, um advogado, já denunciado na Operação Penitência como participante de esquema de corrupção no sistema prisional, passou a intermediar ordens ligadas à atividade ilícita para a continuidade dos ilícitos mesmo em face da custódia de tais pessoas. O advogado utilizava das prerrogativas da profissão e do livre acesso ao Presídio de Varginha durante as visitas jurídicas.

Participam das diligências 30 policiais militares, dois policiais civis e um promotor de Justiça. Estão sendo empenhadas 11 viaturas. As investigações duraram aproximadamente 6 meses.

Operação Áquila
A primeira fase da Operação Áquila foi deflagrada em fevereiro deste ano, oportunidade em que foram oferecidas 5 denúncias contra 14 pessoas pela prática de 75 crimes ligados ao tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos, na ocasião, 29 mandados, sendo 15 de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva.

As ações penais se encontram na fase final e a maior parte das pessoas permanece presa.

Operação Penitência
Deflagrada em março deste ano, a operação objetivou desmantelar organização criminosa atuante na cidade de Varginha, dedicada à prática de crimes de corrupção passiva, receptação e embaraço às investigações, tudo no âmbito do sistema prisional, com participação de diretores, policiais penais, advogados e intermediários.

Foram oferecidas, na época, duas denúncias, contra seis pessoas, pela prática de 18 crimes. Na ocasião, foram cumpridos 18 mandados judiciais, sendo 12 de busca e apreensão e 6 de prisão.

As ações penais se encontram na fase de instrução, sendo que prosseguem presos todos os policiais penais.

Fonte: Ministério Público de Minas Gerais

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