MPMG obtém condenação de três homens por morte em Piumhi

O MPMG conseguiu, em 17 de junho, a condenação de três homens em Piumhi, no Centro-Oeste de Minas, pela morte de um adolescente de 15 anos em janeiro de 2008. O júri fixou penas de até 25 anos e um mês, em caso ligado a disputa no tráfico de drogas.
O Ministério Público de Minas Gerais obteve no último dia 17 de junho, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Piumhi, a condenação de três homens pela morte de um adolescente de 15 anos ocorrida em janeiro de 2008, no Centro-Oeste do estado. Dois deles receberam pena de 25 anos e um mês; o terceiro, que tinha 48 anos, pegou 19 anos e seis meses.
Como o crime foi montado
Os réus tinham entre 46 e 49 anos. Dois eram irmãos. Segundo o MPMG, eles respondiam também por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação para o tráfico de drogas.
A denúncia dizia que os irmãos tocavam o tráfico na cidade e que o adolescente trabalhava no esquema na função popularmente conhecida como “aviãozinho”, vendendo entorpecentes. Em dezembro de 2007, ele deixou o grupo e passou a vender drogas para um concorrente da região. As vendas cresceram. O jovem e o novo chefe viraram rivais dos acusados.
Um dos irmãos passou a discutir com ele e os dois trocaram ameaças de morte. No dia 3 de janeiro de 2008, os irmãos e o comparsa fecharam o plano para matar o adolescente. O comparsa, ainda amigo do garoto, deu carona na moto e o deixou perto de um orelhão, em via pública — o local exato onde os irmãos haviam planejado executar o ataque.
Ali, ele inventou uma distração: disse que iria a um posto de combustível próximo calibrar os pneus da moto. Quando saiu, os irmãos atacaram o adolescente com faca e tiros de arma calibre .380. A vítima morreu. Depois, os réus ocultaram o corpo às margens da rodovia MG-341. O cadáver foi encontrado 11 dias depois, já em avançado estado de decomposição por causa da utilização de substâncias químicas.
Júri aceitou a tese do Ministério Público
Na denúncia, o órgão sustentou que os réus agiram porque o adolescente conhecia todo o esquema do grupo: sabia onde as drogas eram guardadas, quem eram os principais clientes e qual logística era usada. O receio era que ele delatasse a quadrilha e comprometesse a continuidade do negócio ilícito.
O Conselho de Sentença acolheu as qualificadoras apontadas pelo MPMG: crime cometido por motivo torpe; mediante recurso que dificultou a defesa da vítima; e para assegurar a execução e a vantagem da atividade criminosa relacionada ao tráfico de drogas. Os condenados vão cumprir as penas em regime inicial fechado.
Em nota, o Ministério Público disse que a condenação representa a atuação conjunta das instituições responsáveis pela persecução penal e reafirma seu compromisso com a responsabilização dos autores de crimes graves, a proteção da vida e o enfrentamento à criminalidade organizada. A divulgação foi feita pela Assessoria de Comunicação Integrada da Diretoria de Conteúdo Jornalístico, pelo endereço jornalismo@mpmg.mp.br.





















