Polícia

Mulher presa por matar idoso em Formiga é investigada por outros três ataques com faca em Arcos

A mulher de 24 anos presa após a morte de José Eustáquio Ferreira, de 81 anos, em Formiga, passou a ser investigada por outros três ataques com características semelhantes registrados em Arcos, no Centro-Oeste de Minas. A Polícia Civil apura a participação dela em três tentativas de homicídio envolvendo golpes de arma branca. A suspeita foi localizada em Arcos depois que imagens de câmeras de segurança registraram o ataque contra o idoso em Formiga e auxiliaram os investigadores na identificação.

José Eustáquio foi atacado no dia 10 de agosto, enquanto seguia de bicicleta por uma via de Formiga. As imagens mostram uma mulher caminhando em sentido contrário ao da vítima e se aproximando do idoso. Segundo os levantamentos policiais, não foi identificada discussão ou confronto anterior entre os dois. A vítima recebeu um golpe de faca na região do tórax e precisou ser socorrida, mas morreu posteriormente em decorrência de uma hemorragia torácica provocada pelo ferimento.

As gravações feitas no local se tornaram um dos principais elementos da investigação. A Polícia Civil analisou características físicas da mulher registrada nas imagens e as roupas utilizadas no momento do crime. Durante as diligências, os investigadores chegaram à suspeita e consideraram que as características e vestimentas observadas eram compatíveis com aquelas registradas pelas câmeras durante o ataque a José Eustáquio.

A mulher foi localizada em Arcos, cidade próxima a Formiga, durante as diligências realizadas após o homicídio. Ela foi presa e conduzida à delegacia para os procedimentos policiais. A Polícia Civil informou que havia elementos para relacioná-la ao ataque registrado em Formiga e passou a reunir outras informações para verificar se ela também estaria envolvida em crimes semelhantes ocorridos anteriormente na região.

No momento da prisão, os policiais encontraram uma faca com a suspeita. O objeto foi recolhido e encaminhado para exame pericial. Conforme as informações apresentadas pela Polícia Civil nesta sexta-feira, 14 de agosto, a perícia constatou a presença de vestígios de sangue na arma branca. O resultado foi considerado compatível com a possível utilização do objeto no homicídio investigado em Formiga, embora os procedimentos periciais e a investigação continuem para reunir os demais elementos relacionados ao crime.

Além da morte de José Eustáquio, a investigação passou a analisar outros três casos registrados na comarca de Arcos. Os episódios apresentam pontos em comum com o ataque ocorrido em Formiga: envolvem uma mulher, utilização de arma branca e vítimas abordadas sem que tenha sido identificada, até agora, uma motivação aparente. Informações divulgadas sobre a investigação apontam que os três casos de Arcos são tratados como tentativas de homicídio.

Inicialmente, quando a prisão foi divulgada, havia informações sobre dois ataques anteriores em Arcos. Com o avanço dos levantamentos, a Polícia Civil informou nesta sexta-feira que três ocorrências semelhantes estão sendo apuradas na comarca. Dessa forma, a mulher é investigada atualmente em relação a quatro episódios: o homicídio consumado do idoso de 81 anos em Formiga e outros três ataques ocorridos em Arcos.

A motivação para os crimes ainda não foi esclarecida. Ao ser questionada sobre a morte de José Eustáquio e sobre os motivos do ataque, a mulher exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Até o momento, a Polícia Civil não informou a existência de relação anterior entre a suspeita e a vítima de Formiga nem apresentou elementos que indiquem discussão, desentendimento ou outro fato ocorrido antes da agressão.

A Polícia Civil também relatou que, durante a abordagem, a mulher teria apresentado respostas consideradas incoerentes e sem relação direta com algumas perguntas feitas pelos investigadores. Foi mencionada pelos policiais a possibilidade de alguma alteração relacionada à condição mental da investigada. Não existe, entretanto, diagnóstico médico divulgado que permita afirmar que ela possui transtorno ou doença mental, e qualquer conclusão dessa natureza dependerá de avaliação especializada.

Outro ponto que dificultou inicialmente a identificação foi o fato de a suspeita não morar em Formiga. Os levantamentos policiais indicaram que ela possuía vínculo de residência com a comarca de Belo Horizonte e estava circulando por municípios do Centro-Oeste de Minas quando ocorreram os fatos investigados. Essa circunstância levou as equipes a ampliar as buscas para fora de Formiga até que a mulher fosse encontrada em Arcos.

A prisão também deverá permitir que os investigadores comparem imagens, depoimentos, características das vítimas e demais vestígios dos três casos registrados em Arcos. A finalidade é determinar individualmente se a mesma pessoa participou de cada ocorrência. Embora existam semelhanças entre os episódios, a responsabilidade por cada tentativa de homicídio precisará ser comprovada dentro das respectivas investigações.

No caso de Formiga, as câmeras registraram a aproximação e o momento do ataque, enquanto a comparação das roupas e das características físicas ajudou a direcionar as diligências. A apreensão da faca com vestígios de sangue acrescentou outro elemento ao procedimento. A Polícia Civil seguirá com a análise pericial e com a reunião de informações para esclarecer todas as circunstâncias da morte do idoso.

A mulher foi encaminhada ao sistema prisional após a prisão. As apurações continuarão tanto em Formiga quanto em Arcos para verificar a participação dela nos demais episódios, esclarecer possíveis motivações e estabelecer se existe ligação entre os quatro ataques investigados. Até o momento, não foi divulgada uma motivação confirmada para a morte de José Eustáquio ou para os outros crimes atribuídos à mesma sequência de investigação.

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